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Morto em suposta fuga não deveria estar preso no Deic, diz especialista

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, preso estava em carceragem na sede do Deic porque era alvo de outras investigações

São Paulo|Kaique Dalapola e Fabíola Perez, do R7

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Homem foi morto em sede do Deic
Homem foi morto em sede do Deic

“O suspeito que é preso deve ser levado, em até 24 horas, para o juiz, em uma audiência de custódia, para dizer se mantém a prisão ou não, e em caso do juiz decretar a manutenção da prisão, ele [preso] deve ser encaminhado para um Centro de Detenção Provisória”. Esse deve ser sempre o procedimento, de acordo com o advogado criminal Hugo Leonardo, vice-presidente do IDDD (Instituto de Defesa do Direito de Defesa).

Não foi isso que aconteceu com Wesley Alves Ferreira, conhecido como Bebezão, 33 anos. Ele foi preso no dia 26 de novembro, suspeito de participar de uma quadrilha de assaltos a condomínios de luxo e foi morto, na última segunda-feira (17), após suposta tentativa de fuga da carceragem da sede do Deic (Departamento Estadual de Investigação Criminal), da Polícia Civil.


A polícia afirma que o morto estava entre nove presos que tentaram fugir da carceragem e teriam sido impedido por dois carcereiros. Bebezão, ainda segundo a polícia, tentou desarmar um dos policiais civis e foi baleado. Ele não resistiu ao ferimento e morreu.

Segundo a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo), a Justiça concedeu a permanência dele no Deic. Segundo a pasta, isso acontece em casos que o preso está envolvido em diversos crimes, o que facilitaria no reconhecimento do suspeito por parte das vítimas, para agilizar o processo.


De acordo com Leonardo, os presos em São Paulo não devem permanecer em carceragens de delegacias. O advogado afirma que não é função da Polícia Civil ficar com a responsabilidade de pessoas que já foram presas.

“Se há necessidade de ele ser ouvido ou investigado, nada impede que ele siga preso em CDP (Centro de Detenção Provisória), como muitos outros presos possuem mais de uma investigação, inquérito ou processo. Então, a priori, essa não seria uma justificativa para mantê-los preso no Deic”, disse.

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