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Morumbi terá câmeras particulares integradas a banco de dados da polícia

Moradores vão instalar leitores de placas em cerca de 100 equipamentos nas áreas violentas

São Paulo|Diego Junqueira e Érica Saboya, do R7

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Parceria com moradores do Morumbi faz parte da 4ª fase do Detecta
Parceria com moradores do Morumbi faz parte da 4ª fase do Detecta

Para combater a criminalidade no Morumbi, bairro nobre da zona sul da capital paulista, o governo de São Paulo vai integrar câmeras particulares dos moradores ao sistema de dados das polícias Civil e Militar. O Secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, afirmou em entrevista exclusiva ao Portal R7 que a medida faz parte da 4ª fase do programa de inteligência policial Detecta.

— Em um quadrilátero com o maior número de ocorrências, nós vamos pegar em torno de 100, 120 câmeras que existem lá e os moradores vão instalar os OCRs (reconhecimento ótico de caracteres) porque hoje é só a câmera normal. A câmera vai fazer a leitura de placas para ver carros roubados e vamos integrar isso com a Polícia Militar e Civil. Vamos integrar no Detecta de maneira que, quando o veículo passar e a placa indicar que é roubado, a polícia imediatamente vai ser alertada.


O bairro é alvo frequente de furtos e assaltos e, desde o início do mês de novembro, registrou ao menos quatro arrastões. Os bandidos agem quase sempre em motocicletas e têm como alvos motoristas parados em cruzamentos. Apesar disso, o secretário diz não ver crise de segurança na região, mas reconhece que os índices de criminalidade ainda são altos.

Leia a seguir os trechos da entrevista em que Alexandre de Moraes fala sobre o Morumbi.


R7 - O Morumbi vive há muitos anos uma crise de segurança pública. Alguns indicadores de violência apresentaram ligeira queda neste ano após ações como o aumento do efetivo policial no bairro. Porém, os arrastões continuam e os moradores ainda se sentem inseguros. Por que um problema tão antigo permanece sem solução?

Alexandre de Moraes - O Morumbi não vive uma crise de segurança. É importante a gente desfocar a questão de alguns fatos que foram gravados e a imagem é muito forte - toda imagem é muito forte - do número de roubos, número de latrocínios, número de homicídios. Se nós compararmos todos os índices criminais do Morumbi em relação ao ano passado, todos caíram. Você vai perguntar “Ah, mas eles são adequados?”. Não, nós temos que derrubar mais. São trabalhos progressivos. O governador vai entregar mais 300 motocicletas na semana que vem para a capital. Vamos direcionando na medida em que é necessário. Hoje está mais direcionado para o Morumbi, para um policiamento mais rápido.


R7 - Quantas vão ficar naquela região?

Moraes - A Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas) é geral. Se tiver um grande acontecimento em outro local, vai ser afastada, mas vai haver reforço, como houve do GOE (Grupo de Operações Especiais), como houve de investigação. Vamos fazer também uma parceria com os moradores. Em um quadrilátero com o maior número de ocorrências, nós vamos pegar em torno de 100, 120 câmeras que existem lá, e os moradores vão instalar OCRs (reconhecimento ótico de caracteres) porque hoje é só a câmera normal. A câmera vai fazer a leitura de placas para ver carros roubados e vamos integrar isso com a Polícia Militar e Civil. Vamos integrar no Detecta de maneira que, quando o veículo passar e a placa indicar que é roubado, a polícia imediatamente vai ser alertada.


R7 - O Moumbi vai ser o primeiro bairro contemplado nesta nova fase do programa?

Moraes - Sim. É o primeiro bairro porque primeiro foram (integradas) todas as câmeras públicas. Estamos integrando com os municípios e agora vamos partir para os bairros, para a sociedade civil organizada. Isso é um sistema e o uso da tecnologia nesse sistema vai dar um avanço muito grande.

R7 - Quando a medida vai ter início?

Moraes - Nós já falamos o que é necessário os moradores instalarem, agora vamos aguardar. Depende da velocidade deles. A partir disso, rapidamente nós podemos instalar o Detecta. Acredito que eles instalando os OCRs dentro das especificações técnicas compatíveis com a secretaria, em um mês a gente já consegue fazer essa troca de dados.

R7 - O senhor acha que a implementação de outra base (além da base do “Ladeirão”) nas proximidades das ruas mais violentas do bairro pode reduzir a criminalidade? O que é necessário para a implantação de novas bases?

Moraes - Essa questão de base deve ser instalada de forma muito excepcional. Eu até entendo a ansiedade das pessoas que sofrem um roubo, sofrem um furto e querem uma base na porta da casa ou próximo à casa. Mas a base é muito excepcional, porque o crime migra e os policiais ficam presos à base. Nós, excepcionalmente, instalamos bases e estamos mapeando a necessidade de algumas não só no Morumbi como em outros locais, mas não é essa regra. A regra é o policiamento rápido, o policiamento móvel, com mais mobilidade. Tanto que eu troquei na capital várias bases por policiamento rápido.

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