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Motoristas de ônibus devem decidir hoje suspender greve na sexta

Após reunião na Justiça do Trabalho, sindicato da categoria disse que pretende defender a suspensão e manter negociações

São Paulo|Do R7, com Agência Estado

Ônibus no Terminal Tucuruvi, na zona norte de SP (RAUL LUCIANO/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - 05.06.2024)

O SindMotoristas, sindicato dos motoristas de ônibus de São Paulo, fará uma assembleia nesta quinta-feira (6), às 10h, para votar a suspensão da greve, que estava prevista para esta sexta-feira (7). Se aprovada, as operações das linhas de ônibus seguirão normalmente.

Após audiência na Justiça do Trabalho nesta quarta-feira (5), com a SPTrans e com a SPurbanuss, sindicato que representa as concessionárias responsáveis pelo transporte na capital paulista, o sindicato dos motoristas se mostrou favorável a suspender a paralisação.

Segundo Nailton Francisco de Souza, diretor do SindMotoristas, a categoria pretende defender a suspensão da greve frente aos funcionários. O estado de greve, contudo, deve se manter até 30 de junho, data definida como prazo para as negociações com as empresas que operam o transporte na capital.

Ainda segundo o sindicalista, as partes concordaram em reabrir as negociações, com a participação do Tribunal de Contas do Município (TCM).

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As entidades aprovaram também a decisão de criar um corpo técnico para fiscalizar os contratos firmados pelas concessionárias com a Prefeitura de São Paulo. Além de membros das entidades sindicais, devem compor a comissão representantes do Ministério Público do Trabalho e da SPTrans.

O encontro aconteceu no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, região central de São Paulo, e foi convocado pelo desembargador Davi Furtado Meirelles, depois de a Prefeitura de São Paulo, via SPTrans e Procuradoria Geral do Município, entrar na Justiça para frear o movimento dos grevistas.

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A administração exigia que a frota dos ônibus funcionasse com 100% dos veículos nos horários de pico (das 6h às 9h e das 16h às 19h) e com 80% nos demais períodos do dia. Representantes do SindMotoristas afirmavam que topavam colocar toda a frota para funcionar se a Prefeitura concordasse em conceder tarifa zero aos passageiros na sexta-feira.

Entre as reivindicações das chamadas pautas econômicas, o sindicato pede um reajuste salarial de 3,69% calculado pelo IPCA-IBGE, e mais 5% de aumento real dos vencimentos. Os sindicalistas alegam, no entanto, que os patrões propuseram uma correção de 2,77%, e composição da diferença pelo Salariômetro (índice medido pela Fipe), uma sugestão que já havia sido rejeitada pela categoria em assembleia no mês de setembro.

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Os trabalhadores pedem também a reposição das perdas salariais na pandemia na ordem de 2,46%, conforme cálculo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), e que ainda não foram corrigidas, além de melhorias sobre a carga horária, Plano de Saúde e Vale Alimentação.

A greve paralisaria cerca de 60 mil funcionários, entre motoristas, cobradores e operadores do setor de manutenção e fiscalização de todas as concessionárias que prestam o serviço de transporte na capital.

A previsão é de que o funcionamento de todas as linhas de ônibus estruturais e regionais (micro-ônibus) sigam normalmente.

De acordo com a SPTrans, empresa que faz a gestão do serviço de transporte de ônibus em São Paulo, a cidade possui 1.304 linhas operadas pelas concessionárias e a greve poderia afetar um contingente estimado de 4,3 milhões de pessoas que usam o transporte diariamente. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) chegou a dizer em até 7 milhões de passageiros que poderiam ser prejudicados.

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