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Motoristas se dividem sobre maior rigor da legislação

A maior rigidez na punição de rachas é vista positivamente por quase todos os motoristas

São Paulo|Do R7

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O aumento do rigor na legislação de trânsito, com aplicação de multas e penas mais severas, divide opiniões entre os motoristas da capital paulista. Enquanto os favoráveis comemoram a possibilidade de dirigir em rodovias e avenidas mais seguras, os opositores questionam a eficiência da medida e criticam o fortalecimento de uma "indústria da multa" no País.

Entre os que concordam com as mudanças está a autônoma Juliana Bonavita, de 29 anos.


— Quando mexe no bolso, as pessoas repensam sua conduta no trânsito.

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Sua visão também é compartilhada pelo taxista Ivanei Cardoso, de 34 anos.

— Se eu fosse cometer alguma imprudência, passaria a pensar duas vezes.


O caminhoneiro Clóvis Prado, de 52 anos, acredita que as alterações não devem trazer grandes melhorias. Na opinião dele, é preciso investir em medidas que melhorem a educação das pessoas.

— Para as autoridades é mais fácil cobrar dinheiro do que resolver o problema de fato. Isso não favorece ninguém, só a eles.


Seu colega de profissão Henrique Fernandes, de 52 anos, concorda:

— Nada muda, é só motivo para arrecadar mais dinheiro.

Para a instrumentadora cirúrgica Silviane Neves, de 40 anos, campanhas de conscientização seriam mais eficientes.

— Não é por causa de uma multa de R$ 2 mil ou de R$ 10 mil que as pessoas vão parar de cometer infrações.

O caminhoneiro Humberto Marçal, de 40 anos, também está reticente. Por causa dos pontos acumulados, ele teve a habilitação suspensa no ano passado.

— Dependo dela, é meu instrumento de trabalho.

Segundo Marçal, a lei deveria rever a situação de motoristas profissionais.

— Dirigimos o tempo todo, não podemos ser tratados como motoristas comuns.

Atualmente, o condutor precisa receber 20 pontos ou mais para ter a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) suspensa.

Exceção

A maior rigidez na punição de rachas é vista positivamente por quase todos os motoristas. Marçal é um dos concordam com este termo.

— Nesse ponto, acho 100% correto. Carro não foi feito para disputar corrida.

Entre as poucas ressalvas, o taxista José Carlos Felipe, de 66 anos, diz ser preciso uma fiscalização mais ostensiva para garantir a aplicação da lei.

— A polícia conhece os locais e os horários dos rachas, então, precisa inibir.

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