Logo R7.com
RecordPlus

MP instaura inquérito para apurar improbidade administrativa no aplicativo MobizapSP

Segundo o promotor Paulo Destro, há indícios de ilegalidade no processo de licitação, além da falta de interesse público

São Paulo|Letícia Dauer, do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Prefeitura lançou aplicativo de transporte individual no final de março
Prefeitura lançou aplicativo de transporte individual no final de março

O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) instaurou um inquérito civil, nesta terça-feira (18), para apurar possível improbidade administrativa no MobizapSP, aplicativo de transporte individual da Prefeitura de São Paulo. A plataforma foi lançada ao público em 23 de março.

Um dos atrativos da plataforma, segundo a gestão municipal, é o fato de o serviço não ter tarifa dinâmica. Isto é, em teoria, o preço não vai variar em horários de pico, como ocorre com aplicativos tradicionais. A taxa de administração é de apenas 10,95%.


De acordo com o órgão, o processo licitatório não teve competição, e não há interesse do público no aplicativo. Serão investigados pelo MP-SP o prefeito, Ricardo Nunes, o secretário de Mobilidade e Trânsito, Ricardo Teixeira, e o Consórcio 3C (formado pelas empresas Consilux Consultoria e Construções Elétricas Ltda., CSX Inovação S.A. e CLD Construtora, Laços Detetores e Eletrônica Ltda.), além de 16 funcionários da gestão municipal.

Leia também

Como o consórcio participou da licitação sem competição nem outros participantes, o promotor de Justiça Paulo Destro alega que a prefeitura “não usou de todos os meios de informação ao seu alcance para a divulgação da abertura de concorrência com a maior amplitude possível e desejável, tendo em vista a complexidade do objeto contratual”.


“A apresentação de único licitante em procedimento licitatório, na modalidade concorrência pública [...], configura indício de ilegalidade por afrontar o princípio da competitividade do certame licitatório", afirma ainda o promotor na abertura do inquérito. 

O MP-SP concedeu o prazo de 30 dias à Prefeitura de São Paulo e às demais partes investigadas para que respondam aos questionamentos.

Procurada, a gestão municipal não se pronunciou até a publicação desta reportagem.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.