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MP libera megashow na Paulista; Prefeitura de SP fala em Rolling Stones e U2, entre outros

Embora tenha havido debates sobre segurança e impacto, a gestão municipal acredita que o evento trará benefícios econômicos

São Paulo|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O MP-SP aprovou um acordo que permite um mega show gratuito na Avenida Paulista previsto para setembro.
  • A Prefeitura planeja trazer grandes bandas internacionais, como U2 e Rolling Stones, para o evento.
  • A aprovação marca a possibilidade de adicionar dois mega shows anuais na programação da Paulista, além dos existentes.
  • Houve debates sobre segurança e impacto no acesso dos moradores, mas os organizadores defenderam a eficácia das medidas propostas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Foo Fighters foi uma das bandas cotadas para megashow na capital paulista Reprodução\Instagram\foofighters

O Conselho Superior do MP-SP (Ministério Público de São Paulo) aprovou nesta terça-feira (12) um acordo que autoriza a Prefeitura a realizar um megashow gratuito no segundo semestre deste ano na avenida Paulista, na região central da capital.

O grande evento, nos moldes do projeto “Todo Mundo no Rio”, que já levou grandes artistas internacionais à praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, está previsto para setembro.


A Prefeitura paulistana planeja trazer bandas como Foo Fighters, U2, Coldplay e Rolling Stones para uma apresentação na Paulista.

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A gestão municipal considerou a aprovação do conselho “uma vitória histórica” para ampliar o calendário de grandes eventos na avenida Paulista com a realização de um megaevento já no segundo semestre deste ano.


“A medida reconhece a capacidade da cidade de organizar eventos de grande escala com planejamento, segurança e impacto positivo para a economia, após anos de resultados expressivos em público, turismo e movimentação financeira”, diz em nota.

Na avaliação da administração municipal, a ampliação do calendário também abre caminho para que São Paulo traga atrações internacionais de grande porte, fortalecendo sua posição no circuito global de entretenimento.


Aprovação abre caminho

A votação no órgão de administração superior do MP paulista abre precedente para a realização de dois megashows adicionais por ano na Paulista.

O acordo foi aprovado por 6 votos a 5, depois de quatro horas de discussão. Desde 2007, os eventos estão limitados a três por ano: a Parada LGBT, a Corrida de São Silvestre e o Réveillon.


Em fevereiro deste ano, a prefeitura assinou um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o MP para realizar mais dois grandes eventos anuais, além daqueles já autorizados, sendo um em cada semestre.

O aditamento do TAC anterior, permitindo mais shows, precisava ser homologado, o que aconteceu nesta terça.

Durante os debates, o colegiado se dividiu, com uma parte argumentando a falta de estudos sobre a segurança, mobilidade, limitação de acesso a hospitais e, sobretudo, a falta de audiência pública para manifestação dos moradores.

Houve quem lembrasse o caos resultante da apresentação do megabloco do DJ Calvin Harris, na Rua da Consolação, durante o Carnaval, em fevereiro deste ano.

Os promotores contrários à aprovação pretendiam que fosse aberta uma ação civil pública para melhor análise do plano da prefeitura, como havia proposto a Promotoria do Meio Ambiente.

Já os que defendiam a aprovação consideraram que o elenco de exigências apresentado à prefeitura seria suficiente para reduzir os possíveis impactos e garantir a segurança do público.

Para cada megashow, a prefeitura deverá apresentar documentos técnicos sobre a capacidade e a lotação da avenida Paulista, controlando o acesso até o limite de pessoas previamente definido por metro quadrado do espaço.

A gestão municipal deverá ainda:

  • Elaborar um plano de segurança e evacuação de emergência que identifique as rotas de fuga, pontos e compressão do público e gerenciamento de multidão;
  • Apresentar estudos de impacto viário e no transporte público feitos pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), SPTrans e Metrô de São Paulo;
  • Realizar revistas nos acessos ao evento para detectar armas e artefatos perigosos;
  • Garantir fácil acesso a hospitais da região; preservar a mobilidade de comerciantes, trabalhadores e moradores;
  • Adotar medidas de mitigação dos impactos sonoros.

Cada organizador deverá assinar um TAC individual com o MP e a prefeitura para que eventuais custos de montagem da estrutura, cachês artísticos, patrocínio e segurança privada não recaiam sobre os cofres públicos.

Os promotores serão obrigados também a ressarcir eventuais danos patrimoniais e na infraestrutura urbana.

Virada do ano como modelo

A prefeitura aponta que a última edição do Réveillon da Paulista consolidou a avenida como principal palco de grandes celebrações da capital.

Segundo levantamento da FGV (Fundação Getulio Vargas), o evento reuniu 2,1 milhões de pessoas e movimentou R$ 1,3 bilhão na economia paulistana, beneficiando setores como hotelaria, gastronomia, transporte, comércio e turismo.

A ideia é transformar a Paulista em palco de grandes shows internacionais, como o projeto “Todo Mundo no Rio”, uma série de megashows gratuitos promovidos pela prefeitura do Rio de Janeiro e produzidos por empresa privada.

Cada edição transforma a praia de Copacabana em palco de grandes atrações musicais e de celebração cultural.

A edição de 2026 aconteceu em maio, tendo a cantora Shakira como atração principal. Em 2024, houve o show de Madonna.

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