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MST fecha dez rodovias em SP para exigir assentamento

Bloqueios começaram de manhã e pistas já estavam liberadas às 12h

São Paulo|Do R7

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Integrantes do MST (Movimento dos Sem-Terra) bloquearam dez

rodovias nesta quinta-feira no interior de São Paulo para protestar contra a reintegração de posse do Assentamento Milton Santos, em Americana, região de Campinas, determinada pela Justiça Federal. De acordo com a direção nacional do MST, as ações fazem parte de uma jornada de lutas em defesa da reforma agrária.


Foram mobilizados 1.180 militantes para fazer bloqueios com duração entre 30 minutos e uma hora em pontos estratégicos das rodovias. Os bloqueios tiveram início de manhã e, às 12 horas, segundo a Polícia Rodoviária Estadual, todas as rodovias estavam liberadas.

O MST quer que a presidente Dilma Rousseff baixe novo decreto desapropriando a área do assentamento, ocupada desde 2006. Decisão da Justiça determina que o terreno seja devolvido à família Abdalla, antiga proprietária.


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Entre as vias bloqueadas, a Anhanguera, uma das principais do Estado, foi paralisada no km 136. Na região centro-oeste do Estado, foram fechadas as rodovias BR-153, em Promissão; Marechal Rondon, em Andradina; Rodrigues Paulino, em Presidente Alves; e João Ribeiro de Barros, em Gália.


Os militantes do MST fecharam ainda a Francisco Alves Negrão, em Itapeva; a Raposo Tavares, em Itapetininga; a Abrão Assed, em Ribeirão Preto; a Floriano Rodrigues, no Vale do Paraíba; e a SP-563, em Teodoro Sampaio, no Pontal do Paranapanema.

De acordo com o MST, o Incra fez uma solicitação formal para o cancelamento da reintegração de posse, mas a Justiça indeferiu. O Incra informou que aguarda, juntamente com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, a comunicação oficial sobre a decisão mais recente da Justiça para a retirada das famílias do Assentamento Milton Santos.


Novas medidas judiciais podem ser adotadas, já que, segundo o Incra, todos os procedimentos legais para transformar a área em assentamento foram seguidos. O antigo Sítio Boa Vista pertencia à Fábrica de Tecidos Carioba e foi incorporado ao patrimônio do Ministério da Previdência Social em 1976.

Em 2005, quando foi cedida ao Incra para a instalação do assentamento, a área estava ocupada por canaviais da Usina Ester, que se amparava em contrato de arrendamento com o grupo Abdalla. Em 2002, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região reconheceu o direito do grupo sobre o imóvel, originando a ordem de reintegração de posse contra 66 famílias assentadas.

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