MTST quer demarcação para filiados e trava Plano Diretor
MP recomendou que terrenos da ocupação da Copa sejam distribuídos de acordo com a fila
São Paulo|Do R7

O líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), Guilherme Boulos, discordou do projeto do vereador Police Neto (PSD) que autoriza a construção de moradias populares onde está a Ocupação Copa do Povo, em Itaquera, na zona leste de São Paulo. Boulos diz que o projeto não garante que cerca de 3.000 famílias que estão no terreno de 150 mil m² serão as contempladas com os imóveis.
O líder da bancada do PT, Alfredinho (PT), argumentou que é preciso seguir a regra normal do município.
— Juridicamente não dá pra demarcar as moradias para quem está no terreno. Temos de respeitar a fila de atendimento habitacional da Prefeitura.
Boulos e os cerca de 3.000 sem-teto que acampam na frente do Legislativo exigem que o projeto de lei garanta a construção das moradias no terreno via parceria entre o programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal, e o MTST. Mas a prefeitura, por recomendação do Ministério Público Estadual, terá de respeitar a fila de cadastrados nos programas habitacionais da Cohab que moram na região de Itaquera.
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Police Neto ressalta que o MTST não pode ser responsável por indicar os possíveis beneficiados pelo programa.
— É possível se pensar numa mudança para que também se possa fazer o empreendimento no local por meio do Minha Casa Minha Vida. Mas não dá pra colocar no projeto que o MTST indicará as famílias.
O vereador é autor do projeto que autoriza empreendimento de interesse social no terreno da Ocupação Copa do Povo — o texto que está em análise nesta sexta-feira (27), em audiência pública, é um substitutivo ao projeto do vereador apresentado pelo governo.
Ele afirmou que será necessária uma concorrência entre entidades para a construção das moradias, e isso é uma recomendação do MP. Boulos, porém, afirma que o projeto em discussão "não resolve o problema de maneira alguma.















