São Paulo Mulher conversou com atirador antes da chacina de Campinas

Mulher conversou com atirador antes da chacina de Campinas

Possível testemunha já foi identificada e deve depor nesta terça (18). Mulher trabalha em um camelódromo e já teria prestado serviços ao atirador

Euler Grandolpho carregava um cartão dela na mochila no dia do crime

Euler Grandolpho carregava um cartão dela na mochila no dia do crime

Reprodução Facebook

Uma mulher conversou com o atirador minutos antes da chacina que deixou seis pessoas mortas, no último terça-feira (11) na Catedral de Campinas, interior de São Paulo. Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, atirou contra as vítimas e depois se matou. Entre 10 e 15 minutos antes, o homem se deteve nas proximidades da Catedral e falou com a mulher. A Polícia Civil quer, agora, saber o teor da conversa.

A possível testemunha já foi identificada e deve depor nesta terça (18). Segundo o delegado Hamilton Caviolla Filho, do 1º Distrito Policial de Campinas, a mulher trabalha em um camelódromo próximo da Catedral e já teria prestado serviços ao atirador.

A investigação encontrou um cartão dela na mochila que Euler carregava no dia do crime. "Estamos tentando entender a motivação dele, por isso queremos saber o teor da conversa, se em algum momento ele deu pistas do que faria", disse o delegado. Também será apurada a relação da mulher com Grandolpho.

Parentes

Embora as investigações estejam concentradas no 1º DP, o pai e a irmã mais velha do atirador foram ouvidos nesta segunda-feira (17) no 5º Distrito Policial, no Jardim Amazonas. A mudança no local foi feita a pedido do advogado da família para preservar os parentes do atirador.

O pai confirmou que Euler estava depressivo e que havia sido sugerido tratamento, mas o filho sempre se esquivava das abordagens. Segundo o delegado, o depoimento dos parentes corroborou a mudança no comportamento de Grandolpho após a morte da mãe.

A investigação apura também se Grandolpho recebeu as armas como pagamento pela venda de uma moto. Ele usou um revólver calibre 38 e uma pistola 9 mm no ataque. A suspeita é de que ele teria trocado o veículo pelas armas em 2014. A polícia já identificou o atual proprietário da moto e ele ainda será ouvido.

Missa

Nesta segunda-feira (17) foi realizada a missa de sétimo dia em homenagem às vítimas do atentado. O ofício, concelebrado por padres de várias paróquias da cidade, reuniu sobreviventes da tragédia e parentes dos mortos.

As vítimas, Sidnei Vitor Monteiro, de 39 anos, José Eudes Ferreira, de 68, Cristofer Gonçalves, de 38, Elpídio Coutinho, de 67, e Heleno Severo Alves, de 84, foram citadas durante as preces. Um dos oficiantes pediu às famílias que se esforçassem para perdoar, no plano espiritual, o atirador. Os dois policiais que intervieram diretamente para conter Grandolpho também foram homenageados.