Análise: Hackers podem ter usado IA para identificar vulnerabilidades em corretora
Invasão teria durado cerca de 20 minutos e causado um prejuízo estimado em US$ 6,3 bilhões
Tecnologia e Ciência|Do R7, com RECORD NEWS
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
O ataque hacker à Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, expôs falhas de segurança e levantou dúvidas sobre a proteção dos investidores no mercado de ativos digitais. A invasão, que teria durado cerca de 20 minutos e causado um prejuízo estimado em US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões, na cotação atual), foi atribuida por analistas a um grupo ligado à Coreia do Norte.
Segundo o advogado e especialista em crimes digitais Flávio D’Urso, “se inicialmente se pensou que poderia ser uma vulnerabilidade num computador de engenheiro, hoje parece que já descobriram algumas falhas sistêmicas que precisam ser corrigidas”. Em entrevista ao Alerta Brasil desta sexta-feira (30), ele alerta para a possibilidade de uso de inteligência artificial no que é considerado o maior ataque hacker da história.

“A gente tem acompanhado, e semana passada nós vimos a questão, por exemplo, do protocolo PHP e o uso de IA para encontrar falhas na programação. Não sabemos porque as investigações, inclusive internas, não chegaram ainda em algum resultado efetivo, mas pode, sim, ter sido utilizada a inteligência artificial para verificar vulnerabilidades que porventura poderiam existir na Binance.”
O advogado ressalta que a identificação e a punição dos responsáveis também podem ser um desafio quando os ataques partem de outros países, especialmente de locais sem acordos de cooperação internacional. “Mas, ao se constatar que ele está em outro país, em outra jurisdição, e mais, eventualmente num país que não tem algum acordo de cooperação, aí, sem dúvida nenhuma, isso inviabiliza qualquer punição que possa ser imposta a esses criminosos”, explica.
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