Mulher executada em bar conhecia o assassino
Vítima levou nove tiros na frente do marido e da filha de dois anos
São Paulo|Do R7, com Agência Record

A doméstica executada dentro de um bar na zona sul de São Paulo conhecia o assassino, segundo a Polícia Civil. Kelly da Silva tinha 30 anos e foi morta na frente do marido e da filha de dois anos. O crime aconteceu na noite deste domingo (28) no Campo Limpo. A polícia investiga se ela tinha envolvimento com o tráfico de drogas.
Segundo informações do boletim de ocorrência, registrado no 89º Distrito Policial (Portal do Morumbi), antes de morrer Kelly afirmou para o marido que o autor do disparo chamaria "Negão". Parentes disseram a polícia que a doméstica tinha constantes desentendimentos com o ex-marido, pai da menina de dois anos que estava no bar.
A mãe da vítima disse aos policiais que a filha não era usuária de drogas e que não devia favores nem dinheiro a ninguém e possuía um bom relacionamento com toda a vizinhança.
O marido estava junto na hora do crime e não pode fazer nada.
— Na hora que eu virei a mãe dela ainda pra cima, aí começou a chamar ela, chamando, chamando, chamando, chamando. Acorda mãe, acorda mãe, acorda mãe e ela querendo pegar ela.
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O casal, a criança, que é filha do ex-marido da vítima, e uma amiga estavam em um bar perto de caso na região do Campo Limpo. Pelo menos outras cinco pessoas também estavam no local.
Elas disseram à polícia que um homem chegou em uma moto, entrou no bar de capacete, caminhou em direção à doméstica e começou a atirar. O criminoso confirmou a identidade da vítima antes de atirar. Depois pegou outra arma e atirou mais.
Antes do motoqueiro entrar no bar, a mulher segurava a filha no colo. Ela entregou a criança ao marido momentos antes de ser baleada. A doméstica levou nove tiros. Ela chegou a ser socorrida, mas morreu enquanto era atendida no hospital. Entre as roupas dela foi encontrada munição de pistola calibre 380, uma das armas usadas no crime. O marido de Kelly também achou que fosse morrer.
— Na hora que ele arrastou a outra arma, ele olhou pra mim, eu pensei até ele ia atirar em mim também.
O dono do bar estava no balcão perto da vítima. Ele contou que o atirador saiu sem dizer nada. Além da criança que estava com ela, a mulher tem mais dois filhos. O caso foi encaminhado ao 47º Distrito Policial (Capão Redondo).
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