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Muro de vidro da USP amanhece quebrado pela décima primeira vez

Causas da nova ocorrência ainda são desconhecidas. Movimento de veículos na via pode ser uma das razões. Último caso foi registrado no dia 2 de agosto

São Paulo|Pedro Pannunzio, do R7* e Rafael Custódio, da Agência Record

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Muro de vidro da USP, em São Paulo, amanhece quebrado pela 11ª vez
Muro de vidro da USP, em São Paulo, amanhece quebrado pela 11ª vez

Mais uma vez, o muro de vidro da raia olímpica da USP amanheceu quebrado na Marginal Pinheiros, zona oeste de São Paulo. O novo caso foi registrado na madrugada desta terça-feira (14).

Esta é a 11ª vidraça quebrada desde a inauguração de acordo com levantamento feito pela Agência Record.


Segundo a GCM (Guarda Civil Metropolitana de São Paulo), ninguém foi preso e o motivo da ocorrência ainda é desconhecido. Existe a suspeita de que o movimento de veículos na via possa ser uma das causas dos estouros das vidraças.

A Prefeitura de São Paulo informou, por meio de nota, que a Polícia Civil solicitou perícia e prossegue com as investigações sobre os casos registrados anteriormente.


O caso foi registrado no 91º DP (Ceagesp).

Casos Anteriores


Na primeira ocorrência de quebra de parte do painel de vidro, em 18 de abril, um vigilante da universidade relatou aos policiais que avistou um homem nas proximidades do local atingido e que ele havia dito que procurava por uma bolsa de uma mulher antes de fugir da região.

Dois dias depois, no dia 20 de abril, mais três painéis de vidro foram depredados. No dia 24 do mesmo mês, após mais um ataque, a Prefeitura disse que "repudia os atos de vandalismo" e firmou convênio com a USP e a Guarda Civil Metropolitana para garantir o patrulhamento do entorno.


No dia 28 de abril, um homem foi preso por furtar coluna de alumínio após quebrar um dos painéis de vidro. O caso anterior ao desta terça havia ocorrido em junho. A quarta depredação ocorreu no dia 7 de junho, seguida da quinta (dia 17) e sexta (dia 23).

A sétima vez que um painel foi quebrado foi em 11 de junho. Na ocasião, uma testemunha relatou aos agentes que um ocupante de um caminhão que trafegava pela marginal lançou um objeto contra o muro de vidro. Na oitava, seguranças notaram o vandalismo na sexta-feira, 13 de julho.

O vidro da USP amanheceu quebrado pela nona vez no dia 29 de julho. Na ocasião, agentes registraram boletim de ocorrência no 91° DP (Ceasa) como dando ao patrimônio.

O décimo caso ocorreu no dia 2 de agosto. Na ocosião, os agentes da GCM não souberam informar o que teria motivado a quebra. 

Projeto

Orçado em R$ 20 milhões, o projeto é assinado pelo escritório de arquitetura Jóia Bergamo e está sendo custeado por mais de 40 empresas, não onerando financeiramente a universidade nem a Prefeitura. "Foram oito meses de trabalho para chegar a este resultado desde o planejamento ao início da execução. É uma obra inusitada. É a maior extensão em linha reta de vidro da América Latina", disse João Doria (PSDB), na época então prefeito de São Paulo.

Cada painel tem 1,80m de largura e 3,15 metros de altura. Os vidros são temperados com 12 milímetros de espessura e película de proteção. As placas de vidro também receberam adesivos com imagens para evitar a colisão das aves que voam na região. No total, serão usados 12.680 m² de vidro jumbo (221.000 kg).

*Estagiário do R7, sob supervisão de Odair Braz Jr.

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