Não há perspectiva de reduzir ou eliminar bônus, diz diretor da Sabesp
De acordo com ele, todas as medidas lançadas para garantir abastecimento devem ser mantidas
São Paulo|Do R7
A Sabesp deve manter sua política de bônus como está. A afirmação foi feita pelo diretor Econômico-Financeiro e de Relações com Investidores da companhia, Rui Affonso, durante teleconferência com analistas e jornalistas, nesta terça-feira (19).
— Não temos neste momento nenhuma perspectiva de reduzir ou eliminar a política de bônus.
De acordo com ele, todas as medidas lançadas para garantir o abastecimento à região metropolitana de São Paulo devem ser mantidas, incluindo não apenas o programa de bônus, mas também o controle da pressão noturna e o remanejamento de sistemas, enquanto houver a escassez hídrica.
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Segundo Affonso, o que pode ocorrer é uma alteração nas políticas, como já foi feito com a mudança na fórmula de cálculo do bônus.
Em março e abril, a companhia registrou a adesão de 82% dos clientes da região metropolitana de São Paulo. Dos 18% que registraram consumo acima da média de fevereiro de 2013 a janeiro de 2014, 11% pagaram tarifa de contingência e outros 7% não pagaram porque registraram um consumo mínimo.
A diminuição do consumo motivada pelo programa de bônus foi responsável por 19% da economia de água dos reservatórios do Sistema Cantareira, segundo o executivo. A principal responsável pela economia, no entanto, foram as "manobras operacionais para controles de perdas", mais conhecidas como redução da pressão, que respondeu por 42%. O remanejamento de água entre sistemas produtores colaborou com outros 36% e os demais 3% se referiram à redução da transferência de água para alguns municípios, como Guarulhos e São Caetano.
Previsões
Questionado sobre cenário futuro, Affonso comentou que as sinalizações ainda são de "deserto pela frente". Ele lembrou que embora a pluviometria tenha melhorado entre fevereiro e março, piorou em abril.
— Em termos de projeção para este ano, a situação continua difícil e não temos condições de prever se 2016 será melhor, estamos muito longe de atravessar o deserto.













