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‘Não teve fuga’, diz tia de bebê que morreu na barriga da mãe pela PM

Irmã do condutor da moto, em que a grávida estava, afirma que ele iria para a calçada para ser abordado. SSP diz que rapaz 'desobedeceu ordem de parada'

São Paulo|Kaique Dalapola, do R7

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Policiais do 37º Batalhão atiraram em grávida
Policiais do 37º Batalhão atiraram em grávida

“Meu irmão não tentou fugir, nem desobedeceu a ordem de parada dos policiais. Ele só não conseguiu parar na hora e passou na frente do carro da polícia para parar”. Essa é a versão da irmã do condutor da motocicleta que levava, na garupa, a grávida que foi baleada pela PM e perdeu a bebê, na madrugada do último sábado (22), no Jardim Ângela (zona sul de São Paulo).

A tia da bebê, que prefere não ser identificada por medo de represálias, afirmou que seria uma menina e se chamaria Lunna em entrevista ao R7. Ela disse que seu irmão estava andando com a moto no bairro onde mora, juntamente com a esposa grávida de cinco meses da primeira filha do casal.


Segundo ela, o rapaz não parou a moto no momento em que a Polícia Militar deu a ordem de parada porque o veículo estava com um problema no freio. Se tentasse parar na hora, afirma, poderia bater em algum carro. Ele estaria indo para a calçada quando o policial atirou.

A SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo) disse que o policial militar da terceira companhia do 37º Batalhão atirou na grávida — e matou a bebê — porque o piloto da motocicleta “desobedeceu a ordem de parada e quase atropelou um policial militar”.


Segundo a Polícia Militar, o responsável pelo disparo foi preso pouco depois do crime e conduzido para o Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo. Na manhã deste domingo (23), o policial passou por audiência de custódia no TJM (Tribunal de Justiça Militar) e teve a prisão convertida em preventiva — ou seja, vai esperar o julgamento preso.

Quando a mulher foi baleada, segundo a tia da bebê, o condutor desceu da moto gritando com os policiais, dizendo que eles haviam acertado uma grávida. Os dois policiais que estavam na ação, então, teriam colocado a mulher no carro oficial e a levado para o hospital.


Com meios próprios, o rapaz também foi para o Pronto Socorro do Hospital Municipal Doutor Moysés Deustch. No hospital, os policiais informaram que ele precisaria ir até a delegacia para registrar a ocorrência. Quando estava no 47º DP (Capão Redondo), os PMs teriam o acusado de desacato.

Neste domingo, o irmão segue no hospital para acompanhar a esposa, que continua internada devido ao ferimento de tiro. A cunhada da mulher afirma que ela não tem previsão de alta. Não há informações sobre o estado de saúde dela.

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