Níveis das represas em SP completam 7 dias de alta pela primeira vez desde o início da crise
Todos os reservatórios da Grande SP registraram alta de pelo menos um ponto percentual
São Paulo|Do R7

As águas de março colaboraram para elevar os níveis de todas as represas que abastecem a Grande São Paulo por sete dias seguidos. Algo desse tipo não havia sido registrado desde o início da crise hídrica. Nesta sexta-feira (13), o Sistema Cantareira estava com 14,3% da capacidade, aumento de 2,6 pontos percentuais em uma semana.
Nesse mesmo período, o Sistema Alto Tietê foi de 18,7% para 20,6%; e o Guarapiranga, de 62,9% para 72,8%. Alto Cotia, Rio Grande e Rio Claro também tiveram acréscimos consideráveis.
Somados, todos os seis reservatórios têm hoje 26,6% da capacidade. Para se ter uma ideia, em sete dias, entraram 66,79 bilhões de litros de água nas represas. O volume é mais ou menos o que havia disponível para captação no Cantareira há dois meses.
Isso se deve principalmente aos grandes volumes de chuva que estão caindo sobre o Estado e também no sul de Minas Gerais, região que integra a bacia do Cantareira. Essas chuvas se formaram devido a uma zona de convergência que carrega umidade da Amazônia para o Sudeste. Esse fenômeno deve continuar provocando chuvas em São Paulo durante o fim de semana.
Mas a alta do nível dos reservatórios não significa que a situação esteja perto de melhorar. O regime de chuvas de fevereiro e de março é normal, ao contrário dos dias secos e quentes de dezembro e janeiro. Sem essa água que não caiu em dois meses do verão, os mananciais estão longe de garantir que São Paulo terá um ano tranquilo no quesito segurança hídrica.
O mês de março é a última esperança de chuvas em grandes volumes para os reservatórios. O período seco começa com a chegada do outono.
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