Nível do Sistema Cantareira mantém sequência de quedas e chega a 4,7%
Marca é a pior já registrada na história das medições feitas pela Sabesp
São Paulo|Do R7
O volume de água armazenada no reservatório do Sistema Cantareira recuou mais uma vez e agora opera com 4,7% de sua capacidade nesta segunda-feira (13). A marca é a mais baixa em toda a história das medições da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). Segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências), não há previsão de chuvas até o início da segunda quinzena do mês. As outras represas também tiveram seus respectivos volumes alterados.

O Sistema Alto Tietê atingiu os 10,3%, a represa do Guarapiranga 46,4% e o Sistema Alto Cotia 32,6%. Em setembro, o secretário de Recursos Hídricos, Mauro Arce, estimou que a atual capacidade do reservatório pode zerar até 21 de novembro. Entretanto, em visita a uma estação de tratamento ao lado do governador Geraldo Alckmin, dias depois, voltou atrás e preferiu não citar números.
Na última sexta-feira (10), a Sabesp encaminhou à ANA (Agência Nacional de Águas) o plano para a exploração da segunda cota do volume morto do Cantareira. Caso seja liberada, e as reservas acrescidas, o nível do manancial cresceria em torno de 10%.
De acordo a ANA, o plano e as regras de funcionamento dos equipamentos de bombeamento já instalados no sistema, e também os previstos para serem implantados, são imprescindíveis para a análise e a autorização dos volumes adicionais do segundo volume morto.
— A análise dos documentos será feita pela ANA o mais rápido possível.
Ainda na sexta, a Justiça determinou, por meio de liminar, que a ANA e o Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo) revejam as vazões de retiradas do Sistema Cantareira pela Sabesp. O objetivo é garantir que o consumo da primeira parte da reserva técnica não se esgote antes de 30 de novembro e que não haja prejuízos às vazões para a bacia hidrográfica dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.
Por determinação da Justiça, na mesma decisão também ficou proibida a captação de águas da segunda parte do volume morto dos Reservatórios Jaguari/Jacareí e Atibainha, abaixo da cota de 815 metros e 777 metros. Caso estudos técnicos apontem para a impossibilidade do cumprimento da ordem, a liberação ocorrerá com a necessária cautela para preservação da vida e do meio ambiente.















