Nível do Sistema Cantareira volta a cair e chega a 13,5%
Água do reservatório pode se esgotar em 21 de junho, segundo cálculos da Sabesp
São Paulo|Do R7

A estiagem histórica que atinge São Paulo e ameaça o abastecimento de água da população na capital e na região metropolitana continua. Neste domingo (30), o nível do Sistema Cantareira bateu mais um recorde negativo ao atingir 13,5% de sua capacidade, segundo a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). Nesta sábado, o volume estaba em 13,6%. No mesmo período do ano passado o Cantareira contava com 62% de água.
Como alternativas para evitar o racionamento de água na Grande São Paulo e na capital paulista, o governo corre para finalizar obras que vão utilizar o chamado "volume morto" das represas.
No entanto, o MPE (Ministério Público Estadual) pode ir à Justiça contra o uso do "volume morto" se a retirada da água do fundo das barragens acarretar riscos para o ecossistema. O Gaema (Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente) do MP de Piracicaba enviou ofícios à ANA (Agência Nacional de Águas), ao DAEE (Departamento Águas e Energia Elétrica) e à Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) pedindo informações sobre a retirada e se foram realizados estudos do impacto dessa medida
Além disso, neste sábado (29), cálculos divulgados pela própria Sabesp projetam um cenário ainda mais pessimista para o fim do "volume útil" do Sistema Cantareira. A empresa estima que, no pior panorama, a água represada acima do nível das comportas do manancial que abastece 47% da Grande São Paulo e a região de Campinas se esgote em 21 de junho, 9 dias após o início da Copa do Mundo.
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