São Paulo Novas ameaças de ataques voltam a aterrorizar cidade no interior do PR

Novas ameaças de ataques voltam a aterrorizar cidade no interior do PR

Após homem postar nas redes sociais que haveria mortes em escolas de Coronel Vivida, outro suspeito publicou mensagens semelhantes no Facebook

Ataques em escolas

Postagens assustam moradores de Coronel Vivida

Postagens assustam moradores de Coronel Vivida

Reprodução/Facebook

Um dia após um homem de 40 anos ter sido detido pela Polícia Militar, depois de publicar ameaças nas redes sociais de atentados em escolas, creches e igrejas de Coronel Vivida (PR), outro morador da região usou o perfil no Facebook para dizer que haveria ataques em estabelecimentos de ensino na cidade, a cerca de 400 km de Curitiba.

Como no primeiro caso, o suspeito também sugeriu que uma organização criminosa iria praticar ataques no município. O homem também postou mensagens nas quais revelava ter "desejo de morte".

As ameaças disseminadas nas redes sociais, cinco dias depois que dois jovens invadiram uma escola em Suzano, no interior de São Paulo, e abriram fogo contra estudantes e funcionários do estabelecimento de ensino, geraram pânico nos moradores do pequeno município de 21 mil habitantes, localizado no Sudoeste do Paraná.

População em pânico

Na última segunda-feira, vários pais correram até as escolas locais para buscar os filhos, com medo de que as ameaças fossem concretizadas. A Polícia Militar recebeu diversas chamadas pelo telefone 190 e realizou patrulhamento para localizar o suspeito, um homem de 40 anos.

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"Saí do trabalho, fui na farmácia e uma amiga me falou que a cidade estava em polvorosa", disse uma funcionária pública que pediu para não ser identificada. A jovem demonstrou estar ainda mais assustada com a segunda onda de ameaças nas redes sociais. "As escolas estão emitindo notas [para mostrar] que não é preciso pânico, que está tudo sob controle. Vai saber?", questiona, que não deixou a filha retornar à escola nesta terça. 

Primeira mensagem ameaçadora publicada na web

Primeira mensagem ameaçadora publicada na web

Reprodução/Facebook

Suspeito detido e liberado

Após se apresentar aos policiais militares, que registraram a ocorrência, o homem foi encaminhado para o Ministério Público. Ouvido pela Promotoria, o suspeito foi liberado depois de prestar esclarecimentos e se retratar. Segundo o MP, não havia motivos para oferecer denúncia à Justiça contra o homem.

Resposta da Polícia Civil do Paraná

Em nota, a Polícia Civil do Paraná afirmou que não vê a necessidade da instauração de um inquérito para investigar o caso, pois "através dos esclarecimentos do suspeito foram desmentidas as ameaças à população em razão do suspeito não representar perigo, devido à sua saúde mental".

O R7 procurou o Ministério Público do Paraná para obter detalhes sobre o depoimento do homem ao promotor de Coronel Vivida, mas não houve resposta até o fechamento da reportagem.

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