São Paulo Novo fragmento de osso é achado em obra na região do Ibirapuera (SP)

Novo fragmento de osso é achado em obra na região do Ibirapuera (SP)

Perícia foi ao canteiro de obras e recolheu material, que será analisado pelo IML assim como as outras seis ossadas humanas já recolhidas no local 

  • São Paulo | Joyce RIbeiro, do R7, com informações da Record TV

Perícia coletou osso de cerca de 10 centímetros em canteiro de obra em São Paulo

Perícia coletou osso de cerca de 10 centímetros em canteiro de obra em São Paulo

Reprodução Record TV

Mais um fragmento de osso foi recolhido no canteiro de obras de um prédio residencial na região do Ibirapuera, na zona sul de São Paulo. Nesta quinta-feira (12) uma equipe da Polícia Técnico-Científica recolheu no mesmo local, após nova denúncia, um pedaço de osso de cerca de 10 centímetros. O material foi encaminhado para análise no IML (Instituto Médico Legal), onde as outras seis ossadas humanas estão. As informações são da Record TV.

Os funcionários do empreendimento encontraram os restos mortais enquanto faziam a escavação, próximo à rampa de acesso ao prédio e ao muro. As ossadas apresentavam marcas de tiros e de um pó branco, que aparentava ser cal.

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A construtora responsável pelas obras acredita que o local foi usado como cemitério clandestino. Antes do início da obra, o terreno era ocupado por uma família.

Os primeiros fragmentos foram encontrados no fim de outubro. O encarregado da obra afirmou à polícia que pensou que as ossadas eram de animais e orientou o descarte em um aterro de Carapicuíba, na região metropolitana de São Paulo.  

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O fato foi comunicado no 36º DP (Vila Mariana), que investiga o caso. 

Abordagem da equipe Record

A Corregedoria foi acionada para apurar a conduta do delegado da Polícia Civil de São Paulo, Renne Muller Cruz, que trabalha no 36º DP e tentou intimidar a equipe do Cidade Alerta durante a reportagem sobre a localização das ossadas. 

"Se você me mostrar seu documento de identidade agora nós vamos resolver isto. Se não, vamos conduzi-lo para o distrito", disse o delegado ao repórter Bernardo Armani, em uma transmissão ao vivo durante o programa.

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A abordagem ocorreu quando o apresentador da Record TV, Luiz Bacci, pedia ao repórter para consultar se o delegado poderia dar uma entrevista sobre o caso. Miller afirmou que não gostaria de dar entrevista nem de ter sua imagem exibida.

O caso foi encerrado depois que a equipe atendeu o pedido do delegado, desligou os equipamentos e mostrou os documentos.

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