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Número de PMs mortos e feridos em supostos confrontos aumenta em SP

Cinco agentes perderam a vida e 19 se machucaram em janeiro deste ano. Mortos pela Polícia Militar caíram na comparação com ano passado

São Paulo|Kaique Dalapola, do R7

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Cinco PMs foram mortos em janeiro deste ano
Cinco PMs foram mortos em janeiro deste ano

A quantidade de policiais militares mortos e feridos em supostos confrontos no Estado de São Paulo aumentou em janeiro deste ano na comparação com o mesmo mês de 2017.

O número de policiais mortos passou de um, no primeiro mês do ano passado, para cinco em janeiro deste ano, enquanto os feridos foram de 13 para 19 no mesmo período.

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Os dados foram levantados pelo R7 com base em informações publicadas no Diário Oficial do Estado.

Dos PMs vitimados no primeiro mês deste ano, dois foram mortos em horário de serviço e três estavam de folga.

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Dos feridos, 10 policiais militares estavam trabalhando e nove estavam fora do horário de serviço.

Em janeiro de 2016, seis policiais morreram (todos fora de serviço) e 34 ficaram feridos após supostos confrontos.

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Mortos pela polícia

O número de pessoas mortas em supostas resistências à Polícia Militar paulista recuou na comparação entre janeiro deste ano e o mesmo mês do ano passado.

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No primeiro mês deste ano, 55 pessoas foram mortas por policiais militares em serviço e 14 morreram depois de possíveis confrontos com PMs de folga.

Em janeiro de 2017, 67 pessoas morreram após supostamente confrontarem com policiais militares em serviço e 27 com PMs de folga.

O que diz a polícia

Procurada pelo R7, a SSP-SP disse que “tem adotado medidas para reduzir a morte de policiais com investimento em treinamento, inteligência e equipamentos”.

Em nota (íntegra abaixo), a pasta ainda afirmou que “lamenta profundamente a morte de seus agentes, durante o exercício de suas funções, e disponibiliza auxílio jurídico e psicológico imediatos às famílias”.

Leia o posicionamento:

"A SSP tem adotado medidas para reduzir a morte de policiais com investimento em treinamento, inteligência e equipamentos. Uma medida importante foi a edição da Resolução SSP 40/15, que garante maior eficácia em investigações de ocorrências que envolvam agentes de segurança, com uma equipe especialmente dedicada ao esclarecimento desses casos. A resolução determina o inédito comparecimento das Corregedorias e dos Comandantes da região, além de equipe específica do IML e IC, para melhor preservação do local dos fatos e eficiência inicial das investigações. Além disso, a SSP empenhou-se, juntamente com o governador Geraldo Alckmin, na defesa do projeto que aumentou as penas para quem ataca agentes de segurança. 

A Polícia Militar lamenta profundamente a morte de seus agentes, durante o exercício de suas funções, e disponibiliza auxílio jurídico e psicológico imediatos às famílias. A corporação também orienta os familiares sobre o auxílio funeral, à documentação necessária para dar entrada na requisição da indenização e pensão dos dependentes.

Quanto a letalidade policial, é importante deixar claro que toda ocorrência é acompanhada, monitorada e analisada para constatar se a ação policial foi realmente legítima. No entanto, é importante ressaltar que opção pelo confronto é sempre do criminoso. A maior parte acontece nos casos em que policiais atuam para impedir roubos. Nos últimos cinco anos, cerca de 60% dos confrontos entre policiais militares e criminosos ocorreram nesta situação, na qual os criminosos estão armados, subjugando e colocando a vida de pessoas em risco. Em 2017, o índice de criminosos que morreram após confrontarem a polícia foi de 18%."

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