O que é rope jump: como funciona o esporte radical de salto com corda estática
Associação destaca que é necessário planejamento rigoroso e equipamentos adequados para a prática segura da modalidade
São Paulo|Do R7
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Maria Eduarda de Freitas, de 21 anos, morreu no último sábado (13) após ser lançada sem equipamento de segurança da ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), enquanto praticava rope jump.
O esporte, também conhecido como “rope jumping”, foi criado nos anos de 1990 por Dan Osman, que morreu durante a prática do esporte em decorrência de uma falha no sistema de cordas, em 1998.
A modalidade consiste em saltar de locais altos, como prédios, viadutos ou pontes, preso por uma corda não elástica na cintura ou no peito, ligada a um sistema de ancoragem no topo da estrutura, que absorve o impacto da queda. O rope jump é considerado um esporte radical, assim como o rapel, tirolesa e outros esportes com corda.
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Rope Jump x Bungee Jump
As modalidades podem ser parecidas e até mesmo confundidas, mas há uma diferença importante: o tipo de corda utilizada.
Diferente do rope jump, o bungee jump utiliza uma corda elástica que costuma ser amarrada ao tornozelo ou à cintura.
Devido à elasticidade da corda, o praticante, após o salto, realiza um movimento de “subir e descer”, parecido com o de um ioiô.
No rope jump, a queda é mais brusca por conta da falta de elasticidade da corda, e o praticante realiza movimentos de “vai e vem”, como um “pêndulo humano”.
Acidentes e regulamentação
Casos de acidentes são frequentes em ambas as modalidades. Em dezembro do ano passado, uma mulher bateu a cabeça durante a prática de bungee jump no viaduto Sumaré, na zona oeste de São Paulo.
Em 2020, outro caso também chamou a atenção: um empresário morreu durante o salto após a corda arrebentar no viaduto da Prainha, próximo a Belo Horizonte (MG).
No Brasil, o rope jump não possui uma regulamentação específica que exija normas de segurança, mas também não é proibido. Já o bungee jump é regulamentado, de acordo com a Norma Brasileira 16714.
Em nota, a ABRJP (Associação Brasileira de Rope Jump e Pêndulo Humano) reforça que a prática da modalidade exige um planejamento rigoroso, equipamentos adequados, protocolos de segurança por parte da empresa e treinamento adequado de profissionais.
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