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Obra do rodoanel norte vai atrasar ao menos dois anos

Falhas no processo adiaram a licitação da obra estimada em R$ 6 bilhões

São Paulo|Do R7

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Imagem aérea da rodovia dos Bandeirantes e do trecho oeste do rodoanel Mário Covas, em São Paulo
Imagem aérea da rodovia dos Bandeirantes e do trecho oeste do rodoanel Mário Covas, em São Paulo NILTON FUKUDA

Após resolver uma série de falhas que atrasaram a licitação para o trecho norte do rodoanel, a estatal Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) promete anunciar nesta terça-feira (15) o resultado do processo e assinar, ainda neste mês, os contratos para a construção dos 47 km de rodovias. Mesmo assim, a promessa agora é que a obra só fique pronta em janeiro de 2016.

Esse processo deveria ter sido concluído em dezembro, mas o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) identificou falhas na forma como a Dersa classificou os 18 consórcios de empresas que estão participando da disputa. A promessa inicial de entregar as pistas era novembro de 2014.


O BID vai emprestar cerca de R$ 2 bilhões para o projeto — um terço do valor total estimado para a obra, que é de R$ 6 bilhões.

Contrato para Rodoanel será assinado em dezembro


Projeto de construção do trecho norte do rodoanel é retomado

O teor das falhas encontradas pelo BID não pode ser divulgado por questões contratuais, segundo o presidente da Dersa, Laurence Lourenço.


— São divergências na forma como a Dersa faz a análise das propostas comerciais apresentadas pelos consórcios e a maneira como o BID faz.

Ele promete divulgar todo o processo, com os relatórios das falhas encontradas, assim que o processo da licitação estiver concluído e os contratos para a obra, assinados.


Promessa de campanha do governador, a obra é tida como a principal estrutura que falta para a retirada do tráfego de caminhões da capital. Será ligada ao Aeroporto de Cumbica.

Outro lado

A Dersa informou, em nota, que não existe atraso na construção do Rodoanel Norte. Segundo a estatal, “as obras não foram iniciadas, pois a licitação, publicada no dias 15/9/2011, foi paralisada durante quatro meses por força de seis ações judiciais e outras cinco representações nos Tribunais de Contas do Estado e da União”.

De acordo com a Dersa, alicitação foi retomada em abril de 2012, após a derrubada da última liminar e houve a reabertura do prazo para a entrega da documentação de pré-qualificação. A empresa esclarece que o prazo para a entrega da obra, conforme previsto no edital, é de 36 meses a partir da emissão da ordem de serviço, o que ocorrerá após a publicação dos vencedores.

A Dersa informa, também, que o BID não identificou falhas na forma como a Dersa classificou os 18 consórcios que participam da disputa. Ainda segundo a estatal, a “divergência” a que o presidente da Dersa, Laurence Casagrande Lourenço, se referiu é aquela existente em relação à Lei de Licitações (lei federal 8.666) e aos critérios do BID na forma de conduzir o julgamento das propostas recebidas e não com o BID sobre a forma como a Dersa faz a análise das propostas comerciais apresentadas pelos consórcios.

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