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Ouvidoria das Polícias pede investigação de policial civil que atirou durante protesto

Segundo a ouvidoria, a punição é necessária para que outros agentes não cometam o mesmo

São Paulo|Do R7

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A Ouvidoria das Polícias do Estado de São Paulo pediu para que o policial que atirou para cima, no fim do protesto de segunda-feira (23) na avenida Paulista, seja investigado pela Corregedoria da Polícia Civil. O órgão encaminhou um ofício para a Secretaria de Estado de Segurança Pública.

O ouvidor Júlio César Fernandes Neves afirma que a punição ao policial é necessária para que outros agentes do Estado não sejam incentivados a fazer o mesmo.


— Ele (o policial) correu o risco de produzir um resultado. Se houvesse uma morte, poderia ser denunciado por crime doloso.

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O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse nesta quarta-feira (25) durante uma coletiva, que não houve erro do policial. Segundo ele, o disparo foi de "alerta". Até a noite de terça-feira (24), os dois manifestantes presos no ato, acusados pela Secretaria de Estado de Segurança Pública de serem black blocs, continuavam detidos. A Defensoria Pública pediu a libertação da dupla. O Ministério Público foi contrário. Na quinta-feira (26), ativistas vão protestar no Masp contra as prisões.

Questionado sobre os acusados, o secretário estadual de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira disse, durante a divulgação de estatísticas de criminalidade, que lhe parece que "a resposta é essa, é o rigor da lei".


— Respeito a opinião de todos, mas o delegado tem a liberdade de capitular de acordo com o convencimento dele diante das provas colhidas.

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