Pai ajuda polícia a identificar e prender assassino da filha
Clesimar Jacome da Silva, 32 anos, foi morta durante roubo na zona leste de São Paulo
São Paulo|Do R7

Investigadores do 22º DP (São Miguel Paulista) esclareceram o latrocínio (roubo seguido de morte) que vitimou a autônoma Clesimar Jacome da Silva, 32 anos, no dia 7 de fevereiro deste ano, na rua Tenente Miguel Délia, zona leste de São Paulo.
Ao lado de uma amiga, uma advogada de 25 anos, Clesimar estava a bordo de um veículo Honda CRV, à espera de uma terceira amiga, quando dois homens se aproximaram do carro e, apontando uma arma, mandaram que as duas descessem.
Assim que a amiga de Clesimar abriu a porta do Honda CRV, um dos criminosos atirou contra a autônoma. Antes de fugirem, os ladrões ainda pegaram o telefone celular da amiga dela.
Na tentativa de salvar Clesimar, a advogada que a acompanhava a levou ao Pronto-Socorro do Hospital Tide Setúbal, mas a autônoma morreu.
Algumas horas depois da morte de Clesimar, um aplicativo de rastreamento instalado no celular da advogada que a acompanhava apontou um endereço onde o aparelho estava sendo utilizado e uma equipe de policiais civis foi até o local, mas os criminosos já tinham fugido.
Durante a investigação sobre o latrocínio contra Clesimar, os investigadores do 22º DP localizaram uma jovem que viu os três criminosos que participaram do crime.
Também acompanhada de uma amiga, essa jovem caminhava pela rua onde a autônoma foi atacada e viu quando três homens, todos em um carro prata, passaram por elas.
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Do volante do carro prata, um dos homens mexeu com uma das duas jovens que caminhavam.
— E aí, chaveirinho! Você está gostosa!
Logo após assediar a jovem, os criminosos atacaram Clesimar e a advogada no Honda CRV.
Segundo a jovem assediada, foi o motorista do carro prata quem atirou contra Clesimar.
Ao buscar informações sobre criminosos que atuam na área onde Clesimar foi baleada, os policiais civis do 22º DP descobriram que um dos envolvidos, justamente o motorista do carro prata, era conhecido dos alunos de uma escola municipal em São Miguel Paulista.
Com essa informação, o pai de Clesimar começou a ajudar a polícia a investigar a identidade do criminoso que atirou contra sua filha e chegou ao nome completo e ao endereço do suspeito, também morador de São Miguel Paulista.
Ao levantar a ficha criminal do suspeito, a Polícia Civil descobriu que ele já havia sido preso por vários crimes na zona leste de São Paulo e passou a procurá-lo. Foram várias horas de campanas e buscas na cidade de Guarulhos, cidade da Grande São Paulo que faz divisa com a zona leste paulistana, mas ele não foi encontrado.
O monitoramento sobre casos de roubo na região do crime que vitimou Clesimar fez com que os investigadores do 22º DP chegassem até Michelangelo Ramos da Silva, 27 anos, preso no dia 15 deste mês sob a suspeita de participação em um roubo.
Submetido ao reconhecimento pessoal por parte da advogada amiga de Clesimar, que o apontou com 100% de certeza como responsável pelo tiro contra a autônoma, Silva foi indiciado pelo crime.













