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Pais se mobilizam para evitar que quase 500 deficientes percam atendimento na Grande SP

APAE Barueri que atende pacientes com deficiências físicas e intelectual precisa de R$ 200 mil

São Paulo|Dinalva Fernandes, do R7

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Pacientes durante atividade de comemoração do Dias das Mães na APAE Barueri, na Grande São Paulo
Pacientes durante atividade de comemoração do Dias das Mães na APAE Barueri, na Grande São Paulo

Desde sua fundação há 19 anos, a APAE de Barueri (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) atende, gratuitamente, crianças e adultos com deficiência intelectual e física. Porém, o serviço multidisciplinar para os 480 pacientes corre o risco de acabar por falta de verba. Desesperados, centenas de familiares se mobilizaram para reverter a situação.

Localizada na estrada dos Pinheiros, em Barueri, na Grande São Paulo, a associação atende pessoas com idade entre 0 e 35 anos. Desde o início das atividades, o objetivo foi promover a inclusão dos pacientes nas atividades corriqueiras do dia a dia, como escola e trabalho. Inclusive, a instituição trabalha em conjunto com as secretarias de ensino para auxiliar os docentes que dão aulas a alunos com deficiência.


De acordo com a APAE Barueri, a associação se mantém com a ajuda da prefeitura da cidade e com doações. Entretanto, há dois anos, houve corte de 36% da verba da prefeitura, culminando com a crise financeira da APAE. Para manter a qualidade no atendimento, a associação demitiu oito funcionários. Atualmente, 50 profissionais trabalham no local. Além da redução da verba pública, a crise econômica fez com que as doações de pessoas físicas e jurídicas também diminuísse. Caso a instituição não arrecade R$ 200 mil para pagar as despesas com a folha de pagamento até o fim do ano, será necessário fechar o local.

A notícia foi repassada para os responsáveis pelos pacientes nesta semana. Fernanda Ferreira de Oliveira ficou desesperada. Mãe de um menino de sete anos, que é tratado desde os dois anos na APAE, ela acredita que a interrupção do tratamento pode atrapalhar o desenvolvimento da criança, já que ela não tem condições financeiras de bancar todas as sessões com fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, entre outros profissionais. O garoto tem deficiência física e intelectual.


— Nem sei quanto eu gastaria se o tratasse em lugares particulares, mas a conta sairia cara. Acho que, pelo menos, R$ 2.000 por mês.

Pensando em ajudar em aumentar a arrecadação da APAE, Fernanda decidiu gravar um vídeo e postar na internet para mobilizar mais pessoas.


De acordo com Fernanda, mesmo com a crise, o atendimento a seu filho não sofreu alteração, mas ela percebe mudanças significativas no “clima” da associação. O ônibus doado, por exemplo, não é mais usado porque não há verba para bancar a manutenção nem o pagamento dos motoristas. As vans também não são utilizadas.

— A APAE era cheia e agora é vazia. Os pacientes autistas que moram longe, por exemplo, não conseguem mais vir sozinhos porque muitos têm medo de entrar em ônibus comuns e acabam abandonando o tratamento.


Quem quiser contribuir para evitar o fechamento da APAE Barueri, pode doar diretamente nas contas da instituição.

Banco do Brasil – 001

Agência – 6720-2

conta corrente – 904-0

Banco Santander – 033

Agência – 0341

conta corrente – 13-002633-0

Banco Itaú – 341

Agência – 0024

conta corrente – 24242-2

CNPJ da APAE Barueri: 01341343/000182.

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