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Para Alckmin, atos de protesto contra aumento da tarifa no transporte público foram "absurdos"

Governador disse ainda que a PM vai apurar suposta ação truculenta dos agentes durante o ato

São Paulo|Do R7

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Manifestantes se reuniram no centro de São Paulo e foram até a avenida paulista nesta quinta-feira
Manifestantes se reuniram no centro de São Paulo e foram até a avenida paulista nesta quinta-feira NELSON ANTOINE/ESTADÃO CONTEÚDO

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse nesta sexta-feira (7), que a manifestação contra o aumento das tarifas de transporte coletivo em São Paulo — que culminou em depredações na avenida Paulista e estações do Metrô na noite desta quinta-feira (6) — foi "absurda".

— É preciso deixar claro que não é aceitável o que foi feito, é um absurdo sob todos os pontos de vista. Uma atitude totalmente absurda e a polícia tem que agir, a polícia não pode se omitir.


Questionado sobre suposta ação truculenta da Polícia Militar, que usou bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral para dispersar os manifestantes, Alckmin disse que haverá apuração.

— A polícia sempre apura. Toda a ação da polícia é filmada. A própria polícia tem um sistema de acompanhamento. Ela tem expertise.


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Ainda segundo o governador paulista, "é dever da polícia proteger a população" e o patrimônio público.


Na ação da polícia, 15 pessoas acabaram presas. Alckmin foi questionado, mas não respondeu se o preço da passagem do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) poderá um dia baixar em vez de subir. Essa é a reivindicação das pessoas que protestaram nas ruas do centro e na avenida Paulista.

No dia 2, a tarifa de metrô, trem e ônibus municipal de São Paulo subiu de R$ 3 para R$ 3,20. O aumento é considerado abusivo pelos manifestantes, que argumentam que os únicos beneficiados com o reajuste serão os empresários detentores das companhias privadas contratadas pela prefeitura para manter o serviço de ônibus da cidade. Para os passageiros, dizem, ainda restará um serviço desconfortável, com superlotação e atrasos dos coletivos.

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