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Paulistano prepara plano B para fugir do trânsito

Último jogo do Brasil contra o México causou transtornos no trajeto entre casa e trabalho

São Paulo|Do R7

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Muitos paulistanos vão usar o transporte coletivo para o trajeto entre casa e trabalho
Muitos paulistanos vão usar o transporte coletivo para o trajeto entre casa e trabalho

Contra o trânsito em dia de jogo, paulistanos já planejam trocar o meio de transporte, sair mais cedo do trabalho ou até dar expediente em home office. Cientes de que não haverá feriado e com memórias nada agradáveis da partida da seleção brasileira contra o México, que dobrou o tempo de trajeto entre trabalho e casa, desta vez ninguém quer ser pego de surpresa.

O analista de sistemas Simon Moura de Freitas, de 26 anos, fez um acordo com a empresa em que trabalha, e nesta segunda-feira (23), vai prestar serviços em casa.


— Conversei para fazer home office, senão não dá. Trabalho longe.

Do Jardim Peri, na zona norte de São Paulo, onde mora, até o Itaim-Bibi, na zona oeste, onde trabalha, o percurso é de mais de 20 km. Em dias comuns, a jornada leva duas horas.


No último jogo do Brasil, Freitas lembra que precisou de ao menos três horas para chegar em casa, usando metrô e ônibus. Como a empresa o havia liberado às 13h, conseguiu chegar logo aos primeiros minutos da partida.

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Moradora da Vila Medeiros, na zona norte de São Paulo, a assistente administrativa Fabiana Faroni trocará o carro pelo metrô nesta segunda para voltar do trabalho na Vila Madalena. Ela lamenta que, mesmo assim, sabe que vai levar mais tempo para alcançar o destino.


— Muita gente vai deixar o carro, então o metrô fica lotado do mesmo jeito.

Na partida contra o México, Fabiana diz que precisou esperar vários trens passarem até que conseguisse entrar. Na ocasião, o percurso que costuma levar 40 minutos durou uma hora e meia.

Sem muitas opções, o empresário Maurício Batemarqui decidiu liberar mais cedo seus três funcionários de uma empresa de paisagismo no Jaçanã, zona norte. Sairão às 13h.

— É até melhor, afinal precisamos deixar os funcionários mais contentes.

A estratégia já havia sido adotada no outro jogo do Brasil, quando os funcionários também foram liberados na hora do almoço. Em dias normais, eles saem às 18h.

Considerou-se sortudo o garçom Anderson Dias, de um bar na zona norte da cidade. Entre um copo de cerveja e uma porção de fritas servidas por ele, Dias comemorará os gols no telão no bar, ao lado dos clientes, assim como tem feito em outras partidas.

— Vou assistir e trabalhar ao mesmo tempo, já é alguma coisa.

O garçom já se demonstra otimista.

— Brasil vence por 2x1.

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