São Paulo Pela 5° vez, muro de vidro da USP amanhece quebrado 

Pela 5° vez, muro de vidro da USP amanhece quebrado 

Agentes da Guarda Civil Metropolitana registraram um boletim de ocorrência no 93° DP (Jaguaré) como dano ao patrimônio. Manutenção é feita pela USP

Muro de vidro da USP amanhece quebrado

Muro de vidro da USP amanhece quebrado novamente

Muro de vidro da USP amanhece quebrado novamente

Eliane Neves / Estadão Conteúdo / 12.06.2018

O muro de vidro da USP (Universidade de São Paulo) amanheceu quebrado novamente nesta terça-feira (12). Esta é, pelo menos, a quinta ocorrência de queda do muro.

Por meio de nota, a prefeitura informou que uma testemunha relatou que "o ocupante de um caminhão lançou um objeto que danificou uma das placas do muro"  durante a tarde da última segunda-feira (11). 

Muro de vidro da USP amanhece quebrado pela 3ª vez em 20 dias

Durante uma ronda, agentes da GCM (Guarda Civil Metropolitana) perceberam o dano e registraram um boletim de ocorrência no 93° Distrito Policial (Jaguaré) como dano ao patrimônio.

A pasta disse que para colaborar com a segurança do local, desde abril a prefeitura realiza um convênio com a USP para que a GCM possa patrulhar a área 24 horas.

Está prevista que a instalação dos vidros seja concluída na primeira quinzena de julho.

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Proposta

Na época, o então prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), entregou a conclusão da primeira etapa do novo muro da Raia Olímpica da USP (Universidade de São Paulo) no dia 4 de abril. Cada painel tem 1,80 metro de largura e 3,15 metros de altura. Os vidros são temperados com 12 milímetros de espessura e película de proteção. As placas de vidro também estão recebendo adesivos com imagens para evitar a colisão das aves que voam na região. No total, serão usados 12.680 m² de vidro jumbo (221.000 kg).

Obras

O novo muro foi viabilizado por meio de parcerias com a iniciativa privada, após entendimento entre a Prefeitura e a Universidade de São Paulo, que foi a responsável pelo chamamento público dos parceiros. Orçado em R$ 20 milhões, está sendo custeado por mais de 45 empresas, não onerando financeiramente a universidade. A manutenção é feita pela USP e os vidros que estão sendo substituídos fazem parte de peças extras de reposição.

A primeira fase da obra foi iniciada em outubro de 2017 e a demolição de parte do muro de concreto ocorreu no último dia 31 de março. O projeto é assinado pelo escritório de arquitetura Jóia Bergamo. "Foram oito meses de trabalho para chegar a este resultado desde o planejamento ao início da execução. É uma obra inusitada. É a maior extensão em linha reta de vidro da América Latina", disse Doria.

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