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PM e adolescente morrem em assalto na zona leste de SP

Policia Civil diz que homem de fora atirou contra ocupantes de veículo

São Paulo|Kaique Dalapola, do R7

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PM morto após suposto assalto na zona leste
PM morto após suposto assalto na zona leste Reprodução

O policial militar Rogério Ferreira de Souza, 41 anos, e o adolescente Thalles Roberto Andrade da Silva, 17 anos, morreram na madrugada deste sábado (9), no bairro União de Vila Nova, na zona leste de São Paulo.

Informações da Polícia Civil apontam que o adolescente e três amigos estavam sendo levados para um baile funk pelo PM Rogério, que estava trabalhando como motorista do aplicativo Uber, quando um homem armado se aproximou do Renault Sandero e disparou contra os ocupantes.


A assessoria de imprensa do Uber nega a informação registrada pela Polícia Civil e diz que o PM não fazia mais parte da plataforma da empresa.

O aplicativo de transporte 99 também se posicionou sobre o caso, e disse a última corrida do PM pela empresa "foi finalizada normalmente antes da ocorrência, às 0h56 de sábado". Segundo a Polícia Civil, o caso aconteceu à 1h e foi comunicado às 4h deste.


A Polícia Civil disse ter sido informada que o adolescente estava armado, mas a arma teria sido furtada pelo responsável pelos disparos. O caso foi registrado no 63º DP (Vila Jacuí) como roubo e morte decorrente de oposição à intervenção policial — quando há resistência em possível abordagem da polícia.

Um vigilante de 34 anos, que diz ter presenciado a ocorrência, prestou depoimento no 63º DP (Vila Jacuí). Segundo a testemunha, Thalles e mais três pessoas — um homem e duas mulheres — estavam no Renault Sandero junto com o PM, que conduzia o veículo, quando começaram os disparos de arma de fogo no local próximo ao baile funk.


Uma das mulheres que seria ocupante do veículo, de 23 anos, também prestou depoimento à Polícia Civil. Segundo ela, houve um tumulto dentro do carro, o PM atirou para trás e acertou Thalles, que estava no banco traseiro. Na sequência, um homem teria se aproximado do carro e atirado contra o PM, baleado duas vezes no rosto.

As investigações da Polícia Civil contrariam e versão da testemunha e apontam que o PM e o adolescente teriam sido atingidos pelos disparos que vieram de fora do veículo, já que “no veículo aparentemente não há sangue de outras pessoas além da vítima”.


No local, a equipe do 63º DP encontrou apenas uma pistola ponto 40, que pertencia ao PM Rogério e não teria sido utilizada na ação.

A esposa do policial militar disse que ele também estava com um revólver calibre 38, que teria sido furtado no local. Além da arma, a Polícia Civil aponta que o celular do PM foi furtado na ação. Uma outra arma que estaria em posse do adolescente também teria sido levada. A polícia suspeita que o homem autor dos disparos é o responsável pelos furtos.

Após os disparos, o PM foi socorrido para o Pronto-Socorro do Hospital Alípio Correa Netto e o adolescente para o PS do Hospital Tide Setúbal, mas os dois chegaram mortos nas unidades.

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