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PM que matou jovem em Guarulhos volta às ruas

Rapaz brigou com soldado que teria feito manobra perigosa na rua. PM alegou legítima defesa

São Paulo|Alvaro Magalhães, do R7

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Willian Ferreira Sabino foi morto em Guarulhos
Willian Ferreira Sabino foi morto em Guarulhos

O soldado Demetrius Bezerra Costa Nascimento, preso em flagrante sob a acusação de assassinar o pintor Willian Ferreira Sabino, de 24 anos, em novembro passado, deixou o Presídio Militar Romão Gomes após receber alvará de soltura.

A morte do pintor ocorreu no bairro de Taboão, periferia de Guarulhos, Grande São Paulo. De acordo com a Polícia Civil, Sabino estava com um grupo de amigos, preparando um churrasco para comemorar a volta do Palmeiras à elite do Brasileirão, quando um carro passou pela rua fazendo manobras perigosas. 


O pintor e dois colegas foram tirar satisfação. O motorista era o soldado Nascimento, que estava à paisana. Houve um bate-boca que se arrastou até a casa do policial, perto do local. O soldado e Sabino teriam saído na mão. E Nascimento atirou — um disparo atingiu Sabino e outro, um dos colegas do rapaz (o colega sobreviveu). Na 7º DP da cidade, o PM alegou legítima defesa. A delegada Thais Marafanti decidiu pela prisão em flagrante.

A decisão judicial a favor de Nascimento foi definida em 28 de novembro passado. A reportagem procurou Luciano de Sales e Sandra Batista Felix, advogados do policial, mas não obteve resposta. Procurada no final da tarde desta terça-feira, a Polícia Militar não comentou o caso até o momento.


Weverson Carlos Almeida, cunhado de Sabino, lamentou a decisão:

— Queremos que esse policial pague pelo que fez. Soubemos, infelizmente, que ele foi solto. A família ainda está em choque. Procuramos advogado e vamos ver o que fazer para que isso não fique do jeito que está.


O caso segue sob segredo de Justiça.

Protestos


Após a morte de Sabino, moradores do Taboão fizeram um protesto. Um grupo tentou atear fogo a um ônibus na região. Houve registro de saques também. 

O caso ocorreu menos de um mês depois da morte de Douglas Rodrigues, de 17 anos, atingido por um tiro disparado por um policial na Vila Medeiros, Zona Norte de São Paulo.

Na época, o policial alegou tiro acidental. O episódio desencadeou protestos violentos na região. Após o enterro do jovem, a Rodovia Fernão Dias chegou a ser fechada. Os manifestantes ocuparam caminhões abandonados pelos motoristas e chegaram a dirigir pela contramão na via.

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