PM que registrou tiro na cabeça como atropelamento vai a júri
Dois policiais militares envolvidos na ocorrência estão presos. A pedido de um deles, o processo foi desmembrado. Júri ocorre no Fórum Barra Funda
São Paulo|Stéphanie Nascimento, da Agência Record, com Plínio Aguiar, do R7

Um dos policiais militares que registraram a morte do vigia Alex de Morais baleado na cabeça como atropelamento vai a júri popular nesta quarta-feira (25), no Fórum da Barra Bunda, na zona oeste de São Paulo.
O vigia Alex, de 39 anos, voltava para casa no dia 11 de outubro de 2015, na rua Edgar Pinto Cesar, Parque Santa Madalena, na zona leste da capital paulista, quando foi baleado na cabeça por um policial militar.
A ocorrência foi registrada no 69° DP (Teotônio Vilela) como se o vigilante tivesse sido atropelado por uma motocicleta, mas durante a perícia um projétil de arma de fogo foi localizado. Testemunhas afirmaram que a vítima tinha sido assassinada.
No Hospital Santa Marcelina, instituiução onde a vítima foi encaminhada, a família descobriu que não tratava-se de um atropelamento. Em seguida, a família registrou um novo boletim de ocorrência, relatando a nova versão. Alex nunca teve passagem pela polícia e deixou um filho, na época, de 12 anos.
Ambos os policiais envolvidos estão presos. A pedido de um deles, o processo foi desmembrado.















