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Polícia Civil diz que menina de oito anos teve rosto desfigurado 

De acordo com delegado, suspeito vai responder por estupro, tortura e assassinato

São Paulo|Vanessa Beltrão, do R7

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Criança foi encontrada morta em terreno baldio na zona leste
Criança foi encontrada morta em terreno baldio na zona leste

A Polícia Civil informou, nesta sexta-feira (17), que a menina Angélica Barbosa Romasco, estuprada e morta, teve o rosto desfigurado com um alicate durante o crime. De acordo com o delegado divisionário do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), Itagiba Franco, o suspeito será indiciado por estupro, tortura e assassinato.

— O crime é tão sórdido, tão asqueroso. Eu vi as fotos, eu acompanhei, não há explicação. Não se sabe com um ser humano é capaz de agir dessa forma, principalmente contra uma criança de oito anos. Isso nos choca.


Ainda segundo Franco, Andreus Vieira Batista, de 34 anos, disse que agiu sozinho e disse ser usuário de cocaína. Além do alicate, Batista teria usado uma chave de roda no crime contra a menina de oito anos. Para a polícia, a morte teria ocorrido em virtude das agressões no rosto.

— Agressão violentíssima no rosto com esse alicate.


Segundo as investigações, a menina estava brincando de esconde-esconde e, durante a brincadeira, foi até a garagem onde o suspeito guardava o carro. No veículo, ela foi abusada sexualmente e torturada. O corpo da criança foi achado algum tempo depois em um terreno baldio a 5 km do local do crime.

O dono da casa onde o criminoso guardava o veículo chegou a ser preso pela polícia, mas foi liberado. Porém, segundo o delegado, a sua possível participação no crime não foi descartada. 


— As investigações vão prosseguir e se houver outras pessoas que participaram vão ser responsabilizadas. 

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O crime

Angélica Barbosa Romasco, de oito anos, desapareceu na noite de quarta-feira (15), enquanto brincava, na frente de casa, no bairro Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo. O corpo da criança foi encontrado com diversas perfurações, a maioria delas na cabeça, hematomas e havia sinais de violência sexual. Um cordão foi amarrado nos braços e no pescoço dela.

Vizinhos e parentes suspeitaram do porteiro Andreus Vieira Batista, de 34 anos, e avisaram a polícia. Ele chegou a desaparecer logo após o crime, mas foi encontrado pela polícia. No carro dele, havia manchas de sangue nos bancos, um rolo de barbante e uma calcinha infantil, que a mãe de Angélica reconheceu ser da filha.

O corpo da menina foi enterrado na manhã desta sexta-feira (17), no Cemitério Municipal de Itaquera, na Vila Carmosina, zona leste da capital paulista.

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