Polícia identifica responsável por rojão que matou mulher no Réveillon e pede a prisão dele
Homem mora na capital paulista e estava na Praia Grande, onde fogo de artifício matou Elisangela Tinem. Ele foi indiciado por homicídio doloso
São Paulo|Do R7

A polícia de São Paulo já identificou o homem suspeito de soltar um rojão que matou Elisangela Tinem, de 38 anos, na noite de Réveillon na Praia Grande, litoral de São Paulo. A moradora da capital paulista passava a virada na praia quando foi atingida pelo fogo de artifício e morreu.
Por meio de depoimentos e análises de câmeras de segurança, a polícia constatou que um homem de bermuda vermelha foi o responsável por soltar o rojão. A investigação analisou ainda a placa de um veículo utilizado pelo suspeito e chegou até a residência dele, na Vila Santa Catarina, na zona sul de São Paulo.
Após a identificação, a polícia pediu à Justiça a prisão temporária do homem. Enquanto o Judiciário não se manifesta, ele será monitorado e terá a identidade preservada.
Segundo o delegado Alex Mendonça do Nascimento, do 1° DP (Distrito Policial) da Praia Grande, o homem já foi indiciado por homicídio doloso por dolo eventual, ou seja, assumiu o risco de matar ao soltar o rojão da forma como agiu. A pena para homicídio doloso não qualificado pode variar de 6 a 20 anos. As imagens mostram que o rojão estava posicionado no chão ao ser lançado. O artefato não subiu, no entanto, e desviou na direção de Elisangela, que foi atingida. O rojão grudou na roupa dela.
Relembre o caso
A vítima começou a bater a mão em cima do artefato para apagar as faíscas, mas, de acordo com a irmã, quando perceberam o que estava acontecendo e um primo se aproximou para ajudá-la, o rojão explodiu e jogou todos longe.
Por causa da explosão, Elisangela sofreu lesões internas e externas e teve hemorragia.
O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado e constatou a morte de Elisangela ainda no local. A mulher deixou dois filhos, um de 18 anos, e outro de 13.
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O ano de 2022 foi marcado por uma sequência de golpes e, entre os principais, está o golpe do Pix. A ferramenta bancária que, desde 2020, permite transferências de dinheiro sem a cobrança de taxas, também fez com que o número de sequestros-relâmpagos no estado de São Paulo aumentasse. Nesse tipo de golpe, pessoas são enganadas por mensagens de WhatsApp ou telefone e acabam fazendo transferências. Há casos em que as vítimas são feitas reféns, o que causa trauma e pavor.























