Polícia investiga participação de mulheres em agressão a gerente gay
Elas estariam dirigindo carros dos suspeitos, segundo testemunha
São Paulo|Do R7

Duas mulheres podem ter participação indireta na agressão a um gerente de informática homossexual, no último domingo (16), na zona oeste de São Paulo. A hipótese passou a ser investigada pelo 7º Distrito Policial após o relato de um vigia, que teria presenciado o início da confusão. O depoimento dele ainda não foi colhido oficialmente.
Ele contou à polícia que os suspeitos teriam usado dois carros. Em um dos veículos, dirigido por uma jovem, estaria um rapaz com uma barra de ferro. Outro, também conduzido por uma mulher, seria ocupado por mais dois homens.
Segundo a versão da vítima, os agressores estariam em um único automóvel e seriam, ao todo, quatro pessoas. O gerente será chamado novamente à delegacia para confirmar se a informação da testemunha procede e para verificar as imagens de câmeras de segurançade imóveis da região, obtidas pela polícia.
A vítima teve fratura no osso da face e levou seis pontos na testa, além de sofrer trauma na região da orelha direita.
Perseguição
Na imagem de uma das câmeras que os policiais tiveram acesso, o gerente aparece correndo. Em outra, o suspeito com a barra de ferro também é flagrado. Atrás dele, outro jovem corre e, segundos depois, um terceiro é captado. Os dois últimos parecem cansados. Eles são vistos ainda caminhando.
A vítima foi perseguida até um posto de gasolina, onde a agressão teria acontecido. O momento não foi registrado, porque teria ocorrido fora do campo de visão das câmeras do estabelecimento.
Por enquanto, a polícia obteve imagens de cinco câmeras diferentes, mas está à procura de outras, conforme o delegado André Figueiredo, que conduz a investigação junto com o delegado Rubens Eduardo Barazal.
Figueiredo informou que tenta identificar quais veículos flagrados nas imagens teriam ligação com o episódio. De acordo com ele, o vigia que diz ter presenciado a abordagem dos jovens à vítima e dois funcionários do posto serão chamados para prestar depoimento na delegacia.
Ainda segundo o delegado, a polícia já tem uma linha de investigação, mas todas as hipóteses serão apuradas. Pelo relato da vítima, a violência teria sido motivada por homofobia.
O delegado diz que espera, a partir das imagens, identificar os suspeitos. De acordo com Figueiredo, ainda não é possível definir se foi um caso de tentativa de homicídio ou de lesão corporal.
Ele explica que agressões a homossexuais costumam ser subnotificadas e destaca que é importante que as vítimas procurem a delegacia para fazer ocorrência.
— É preciso identificar os autores para tentar coibir esta prática. O preconceito contra a orientação sexual é absurdo.
O caso
Agredido após sair de uma boate na Lapa, zona oeste de São Paulo, o gerente prestou depoimento na quarta-feira (19). Um amigo da vítima também foi ouvido na delegacia.
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O gerente relatou que estava nas imediações da rua Emílio Goeldi, quando foi atacado pelos jovens - a área costuma ser frequentada por gays. Ele disse que circulava de carro, na companhia do amigo, quando parou o veículo para conversar com outro rapaz, que estava na via.
De repente, um segundo carro parou bruscamente e, do automóvel, desembarcaram os quatro suspeitos. O grupo foi em direção ao gerente e aos amigos, gritando: “Corre, veado, nós vamos te matar”.
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Assustadas, as vítimas correram. O gerente contou que fugiu em direção ao posto de gasolina e teria sido perseguido pelo jovem com a barra de ferro, conforme mostram as imagens das câmeras de segurança.
De acordo com o depoimento, o gerente e o agressor entraram em luta corporal na pista do posto. A vítima contou ainda que, na tentativa de se proteger, desarmou o suspeito.
Neste momento, o carro com os outros três jovens se aproximou. Eles desembarcaram novamente e os quatro, de acordo com a vítima, começaram a surrá-la.
Ainda conforme o relato do gerente à polícia, o grupo só parou de bater porque um frentista do posto resolveu intervir. Os quatro voltaram para o carro e fugiram em direção ao bairro Água Branca.
Assista ao vídeo:
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