Polícia investiga se funcionários participaram de roubo a laboratório
Na noite desta última segunda-feira, sete homens foram presos pelo crime
São Paulo|Do R7, com Agência Record*
A Polícia Civil está investigando se funcionários do laboratório Eurofarma tiveram participação no roubo da empresa, que aconteceu na noite de domingo (21), em Itapevi, na Grande São Paulo. Sete homens foram presos nesta segunda-feira (22), suspeitos de envolvimento no assalto. Segundo a polícia, foram eles que confessaram ter recebido informações privilegiadas de pessoas de dentro da fábrica. Três caminhões encontrados em um galpão na zona norte de São Paulo, na noite de segunda-feira (22), não foram abertos. A polícia espera a presença de um funcionário da Eurofarma para conferir o que há dentro deles. Um inventário dos produtos levados pela quadrilha que assaltou o laboratório também não foi entregue às autoridades. Há suspeita de que dentro dos caminhões haja medicamentos roubados. Dos quatro caminhões apreendidos, apenas um deles foi aberto e dentro havia uma grande quantidade de estimulantes sexuais. Leia mais notícias de São Paulo O delegado responsável pelo caso, Celso Marchiori, do Deic (Departamento de Investigações sobre Crime Organizado), afirmou que não é possível garantir que tudo o que foi roubado tenha sido recuperado pela Polícia Civil. — Nós ainda estamos esperando a presença de um funcionário da Eurofarma para que os outros três caminhões sejam abertos. Só então, junto com o levantamento do que foi levado, vamos saber a exata quantidade do que foi recuperado. Os sete presos — seis deles já tinham passagem por roubo — falaram aos investigadores que contaram com funcionários da Eurofarma para obter informações privilegiadas sobre o funcionamento da empresa. Eles não citaram nomes, mas afirmaram que foram ajudados, inclusive, durante o roubo. A polícia espera, em breve, identificar e prender os trabalhadores envolvidos. — Eles se perderam lá dentro, mas receberam informações por telefone, para conseguir encontrar o que procuravam. Nenhuma imagem das câmeras de circuito interno do complexo industrial invadido ou das proximidades foi levada para o Deic. Na noite do roubo, os criminosos destruíram o sistema que arquiva as imagens. No entanto, acredita-se que as gravações tenham uma cópia de segurança, em outro local.
Na noite de segunda, além dos sete presos e dos quatro caminhões, a polícia apreendeu outros três carros. Um dos veículos foi usado pelos bandidos para chegar à fábrica. A quadrilha já era investigada desde abril, quando 14 integrantes dela foram presos durante uma operação do Deic, no bairro do Cambuci, zona sul de São Paulo. — A forma de agir desses criminosos já havia sido definida pela polícia. Eles costumavam se passar por policiais civis. Com isso, investigamos e ficamos aguardando outra
ação com as mesmas características. Menos de 12 horas depois de que o laboratório foi invadido, os investigadores do Deic já sabiam quem eram os envolvidos e tinham o endereço do depósito. Três homens foram presos em flagrante logo que os policiais chegaram. Durante algum tempo, outras pessoas que chegavam ao depósito foram detidas. Todos os medicamentos apreendidos nos caminhões vão ser destruídos, de acordo com uma determinação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
















