Polícia ouve depoimentos sobre sumiço de líder comunitária

Mais de 60 horas de imagens de câmeras de segurança serão analisadas para saber se Vera Lúcia foi sequestrada após desaparecer na zona sul de SP

Vera Lúcia, à esquerda, e a imagem de seu carro logo após o desaparecimento

Vera Lúcia, à esquerda, e a imagem de seu carro logo após o desaparecimento

Reprodução/Record TV

A polícia nesta terça (21) e quarta-feira (22) depoimentos de familiares e funcionários da ONG Auri Verde sobre o desaparecimento da líder comunitária Vera Lúcia Passos, de 64 anos. Ela sumiu na quinta-feira (16) e seu carro foi encontrado carbonizado no sábado (18), com um corpo, também carbonizado, no porta-malas em Parelheiros, na zona sul de Sâo Paulo. 

A principal linha de investigação é a de que o corpo é de Vera e que a líder comunitária foi morta por motivos financeiros, pois recursos doados para a ONG geram movimentação bancária de R$ 500 mil a R$ 700 mil por mês.

Entre os intimados estão os dois filhos de Vera Lúcia, que foram ouvidos na sede do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa). Uma funcionária que não estava no local no dia do sumiço também prestou depoimento.

Um dos filhos falou à polícia até as 2h desta quarta-feira (22) e voltou durante a tarde para conversar mais uma vez com o delegado. Os filhos também cederam material genético para que haja confronto do DNA.

A polícia analisa mais de 60 horas de imagens de câmeras de segurança da região. Um primeiro vídeo divulgado mostra o carro de Vera passando por uma estrada de chão na quinta-feira, logo depois que ela deixou a sede da ONG e sumiu.  A polícia tenta descobrir se, no momento que o carro foi flagrado, era dirigido por Vera ou se ela já havia sido dominada. 

A polícia tenta reunir o máximo de informações enquanto espera o resultado dos exames feitos no corpo carbonizado. O laudo deve sair em 20 dias.