Polícia paraguaia investiga ação do PCC em atentado na fronteira
De acordo com as investigações, alvo dos criminosos era o piloto Fernando Olmedo Calonga, que foi atingido por dois tiros mas sobreviveu
São Paulo|Do R7

A polícia paraguaia investiga se a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) executou o ataque à pista de motocross que causou a morte do médico Sandro Abel Arredondo Lugo, 45 anos, na última quarta-feira (27), em Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Brasil.
O atentado, que matou também um segurança e deixou duas pessoas feridas à bala, é mais um episódio na guerra entre facções brasileiras para o controle do tráfico na fronteira.
O alvo dos criminosos, o piloto Fernando Olmedo Calonga, foi atingido por dois tiros, mas sobreviveu. Os 12 pistoleiros mascarados, que chegaram em quatro caminhonetes, teriam fugido para o Brasil.
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Inicialmente, autoridades paraguaias suspeitaram de que a ordem para matar o piloto tivesse partido de seguidores do brasileiro Jarvis Chimenes Pavão, ligado ao CV (Comando Vermelho), que foi preso e extraditado para o Brasil.
Nesta segunda-feira (1º), resultados da perícia no local revelaram que os pistoleiros utilizaram armas com grande poder de fogo, normalmente usadas em ações criminosas do PCC.
De acordo com o Gustavo Molina, chefe da Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) do Paraguai, tudo indica o envolvimento de facções brasileiras, mas ainda é cedo para apontar quem foi responsável pelo ataque. "Está muito confuso, mas não vai tardar para que os suspeitos sejam presos", disse.













