Polícia prende homem foragido por atear óleo quente na ex-namorada em São Paulo
Crime ocorreu em Mauá (SP) e suspeito fugiu para uma cidade de Pernambuco. Vítima ficou internada dois meses, mas sobreviveu
São Paulo|Do R7, com Record TV

A polícia prendeu, na terça-feira (29), um homem que estava foragido por ter ateado óleo quente na ex-namorada enquanto ela dormia com a filha pequena na cama, em junho deste ano, em Mauá, na Grande São Paulo.
Após a prisão, Henrique de Souza Maza assumiu o crime e disse que fugiu para Pernambuco, onde foi detido, porque estava jurado de morte pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) em São Paulo.
Ele alegou ainda que tentou matar a companheira porque descobriu uma traição. Em entrevista à Record TV, Jhenifer Santos, de 22 anos, confirmou que o traiu por vingança, já que o namorado havia ficado com uma outra mulher semanas antes.
A vítima ficou internada um mês e vinte dias. Ela chegou a passar por cinco procedimentos cirúrgicos, entre eles raspagem e enxerto na cabeça, e também na mão.
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Jhenifer dormia ao lado da filha, de 4 anos, quando o ex-companheiro jogou óleo quente no rosto dela por conta de ciúme.
Segundo o sargento de Cajazeira, a PM já estava monitorando Henrique e só aguardava o pedido de prisão sair para cumprir o mandado. Ainda segundo o sargento, ele estava escondido na casa de amigos e não reagiu durante a abordagem policial.
Mulher carbonizada é mais uma vítima que tinha medida protetiva contra o ex; veja outros casos
A morte da jovem Débora Almeida (no alto à esquerda), que foi carbonizada na última terça-feira (11), em São Paulo, joga luz sobre a violência contra as mulheres e sobre o fato de ela acontecer em alguns casos com vítimas que estão sob medidas protetiv...
A morte da jovem Débora Almeida (no alto à esquerda), que foi carbonizada na última terça-feira (11), em São Paulo, joga luz sobre a violência contra as mulheres e sobre o fato de ela acontecer em alguns casos com vítimas que estão sob medidas protetivas — decisões judiciais que exigem que o potencial agressor mantenha distância, entre outras restrições. Apesar de esse instrumento ser considerado importante para salvar a vida de mulheres que se sentem ameaçadas, recentes assassinatos em que os ex-companheiros são apontados como responsáveis mostram que as precauções tomadas não foram suficientes. Veja alguns casos:



















