Polícia quer traçar perfil de universitária que caiu em fosso de prédio na USP
Jovem de 19 anos morreu com a queda; familiares e amigos prestarão depoimento
São Paulo|Do R7, com Agência Record

Familiares e amigos da estudante Bruna Barboza Lino, de 19 anos, que morreu após cair em um fosso dentro de um prédio anexado ao Paço das Artes, na USP (Universidade de São Paulo), na madrugada de domingo (15) foram chamados para prestar depoimento no 93º Distrito Policial.
Segundo o delegado Paulo Andrade, os pais da garota devem ir ao distrito na tarde desta terça-feira (17). Com os depoimentos, Andrade quer traçar um perfil da estudante para descobrir o que realmente ocorreu no local. Segundo testemunhas que estavam com a estudante, um grupo saía de uma festa na universidade quando resolveram ir até o anexo em construção para esperar o tempo passar.
A estudante disse a uma amiga que iria ao banheiro. Na sequência, eles ouviram um grito e foram ver o que havia acontecido. As testemunhas disseram que viram que a jovem havia caído no fosso do elevador. No andar, havia uma fita de contenção no local, já que o prédio está em construção.
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No entanto, mesmo assim, o anexo é bastante frequentado, principalmente pelos alunos. No prédio, foram encontrados preservativos, garrafas de cerveja, pino de cocaína e até restos de um churrasco improvisado. Guardas do campus afirmam que o prédio é constantemente usado para festas de universitários à noite. O portão do edifício, segundo testemunhas, fica aberto todos os dias. Depois do acidente, os seguranças colocaram um cadeado.
Em nota, a USP disse que lamenta a morte da estudante e afirma que o prédio onde aconteceu o acidente, mesmo estando dentro da universidade, pertence ao Instituto Butantã. O instituto, por sua vez, disse que está à disposição para ajudar nas investigações. Segundo o órgão, a obra está cercada por grades, muros e outros materiais, o que impediria a entrada de pessoas.













