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Polícia vai apurar responsabilidade de professora em caso de abuso sexual coletivo dentro da sala de aula

Agressores de estudante têm entre 11 e 15 anos; vítima teve parte da roupa íntima retirada  

São Paulo|Ana Ignacio, do R7

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Sete colegas abusaram de menina de 11 anos dentro da escola
Sete colegas abusaram de menina de 11 anos dentro da escola

Após uma estudante de 11 anos denunciar um suposto abuso sexual sofrido dentro da sala de aulada Escola Municipal Plínio Ayrosa, na Freguesia do Ó, zona norte de São Paulo, a polícia quer investigar a responsabilidade da professora que estaria na sala no momento da agressão.

De acordo com depoimento da estudante, sete colegas — cinco meninos e duas meninas — a seguraram, a levaram para o fundo da sala, retiraram parte de suas roupas íntimas e passaram a mão em seu corpo. Magali Celeghin Vaz, delegada titular da 4ª DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) Norte, informou ao R7 que é necessário confirmar se realmente havia uma professora na sala e por que ela não tomou nenhuma atitude diante dos atos dos jovens. 


— Elas [vítima e mãe] alegam que tinha uma professora na sala. Vamos apurar isso e, se realmente havia uma professora, nos causa espanto ela não ter feito nada e ela terá que responder criminalmente por isso.

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A delegada informou também que a idade das crianças que teriam praticado o abuso varia entre 11 e 15 anos. Segundo Magali, esse tipo de ocorrência tem sido cada vez mais comum em São Paulo, mas, além da presença da professora, há outros diferenciais neste caso.

— Está se tornando mais comum, mas a única coisa que espanta um pouco é o número de adolescentes envolvidos e o fato de ter sido dentro da sala de aula.


Na próxima semana, a delegada quer ouvir a professora e os outros jovens envolvidos no episódio. Como todos são menores de idade, eles devem comparecer à delegacia com seus representantes legais.

A Secretaria Municipal de Educação informou, em nota, que o caso foi encaminhado para o Conselho Tutelar e que a direção da unidade escolar propôs à família o encaminhamento da aluna ao Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social). No entanto, a família disse que não seria necessário já que haverá o acompanhamento do Conselho Tutelar. Além disso, a escola também ofereceu transferência da aluna para outra unidade.

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