Prefeitura adia desativação de espaço de convivência de moradores de rua no Brás e na Mooca
Convênios serão prorrogados porque não há para onde levar as pessoas em situação de rua
São Paulo|Caroline Apple, do R7

A desativação dos espaços de convivência de moradores de rua, conhecidos como Tendas, foi adiada pela Prefeitura de São Paulo por falta de lugar especializado para atender a população carente.
De acordo com a SMADS (Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social), os convênios com as organizações que mantém os lugares serão prorrogados até a instalação de um Centro Pop (Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua) na região.
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Após denúncia feita pelo R7 em outubro de 2014, que mostrava um espaço para idoso invadido que virou favela ao lado da Tenda Alcântara Machado, a prefeitura afirmou que o local, além da Tenda Bresser, teria seus serviços suspensos no mês de março, quando os moradores seriam encaminhados para o Centro Pop. Porém, segundo a SMADS, a instalação e o endereço certo do centro de acolhida ainda estão em negociação.
Os espaços são motivo de controvérsia entre moradores e comerciantes da região desde sua instalação em 2012, na gestão de Gilberto Kassab (PSD). No entorno das Tendas foram criadas favelas e há uma grande concentração de moradores de rua que passam o dia alcoolizados e assistindo televisão. De acordo com relatos de moradores, houve aumento na violência e o tráfico de drogas se funde com a população carente. O grande acúmulo de lixo é outra reclamação dos moradores.
A SMADS afirma que está requalificando os serviços e a desativação das Tendas, com a transferência para Centros Pop com núcleos de convivência que ofertam trabalho socioeducativo.













