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Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos (SP) indicia médicos que fraudavam ponto eletrônico

Os sete servidores envolvidos no escândalo terão 20 dias para apresentarem sua defesa

São Paulo|Do R7

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Grupo usava réplicas de seus próprios dedos em silicone para enganar máquina do ponto eletrônico
Grupo usava réplicas de seus próprios dedos em silicone para enganar máquina do ponto eletrônico

Os sete socorristas envolvidos no esquema de fraude do ponto eletrônico do Samu de Ferraz de Vasconcelos (SP) foram indiciados nesta quinta-feira (30) pela prefeitura da cidade. Em nota o município afirmou que os servidores terão 20 dias a partir do recebimento da notificação para apresentar sua defesa, por escrito, ao órgão.

Entre os indiciados estão o ex-coordenador do Samu, Jorge Luiz Cury, sua filha, Aline Monteiro Cury, Rodrigo Gil de Castro e Thauane Nunes Ferreira — que foi flagrada no dia 10 de março batendo o ponto dos outros socorristas usando dedos de silicone para enganar a máquina com leitura biométrica. Os quatro já haviam pedido demissão, mas isso não impede o indiciamento por parte da prefeitura. Os outros envolvidos são Felipe de Moraes, Ronnie Muniz de Oliveira e Caio José Losito.


Leia também: atual coordenador do Samu de Ferraz de Vasconcelos (SP) presta depoimento

Apesar de já estarem sendo investigados desde março, os três socorristas envolvidos no escândalo que não foram exonerados continuam a receber seu salário da prefeitura de Ferraz de Vasconcelos.


O grupo começou a ser observado um dia após a divulgação do escândalo, quando um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) foi aberto. As investigações seguem em sigilo, mas um relatório assinado pela Comissão Municial responsável pelo processo afirma que ao menos seis incisos do artigo 164 do Estatuto do Servidor foram violados.

As penas cabíveis variam de acordo com o regime de contratação dos servisores. Os que são pagos pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) podem ser demitidos por justa causa, enquanto os médicos estatutários podem ser exonerados do serviço público. Caso sejam considerados culpados, os socorristas podem ter dificuldades para voltarem a trabalhar para órgãos públicos por terem violado nomas municipais.


Relembre o caso

No dia 10 de março deste ano, a médica Thauane Nunes Ferreira, de 28 anos, foi presa em flagrante batendo o ponto de colegas usando cópias do de dedos feitas em silicone. Ela foi liberada pouco tempo depois e responde em liberdade.

A Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos, o Ministério Público, a Polícia Civil e o Ministério da Saúde abriram investigações para apurar o esquema. A hipótese, segundo o município, é de que a ação criminosa resultava em pagamento de hora-extra para os plantonistas, sem que eles trabalhassem. 

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