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Prefeitura de SP prevê construção de 1,4 mil km de malha cicloviária

Prefeito da capital paulista, Bruno Covas (PSDB) quer implantar também integração entre bicicleta e estações de Metrô e da CPTM até 2028

São Paulo|Plínio Aguiar, do R7

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Bruno Covas, e o secretário de Mobilidade e Transporte, João Octaviano
Bruno Covas, e o secretário de Mobilidade e Transporte, João Octaviano MARCELO CHELLO/ESTADÃO CONTEÚDO

A Prefeitura de São Paulo prevê a construção de um plano cicloviário que irá aumentar a malha em 1,4 mil quilômetros até 2028, além de conectar o modal com ônibus e estações do Metrô e da CPTM.

A proposta, apresentada pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) nesta sexta-feira (3), quer transformar São Paulo na capital da bicicleta.


Para este segundo semestre de 2018, o tucano quer implantar a conexão da ciclofaixa Costa Carvalho ao Terminal Pinheiros e projetar a ciclovia no Eixo Estrutural Norte, que irá conectar o centro ao norte.

Covas também quer substituir a ciclofaixa Fernandes Moreira para Alexandre Dumas; mudar o nome da ciclofaixa Vila Prudente para Luís Ignácio de Anhaia Melo e trocar a ciclofaixa Lopes de Azevedo para uma ciclorrota (rua compartilhada por carros e bicicletas).


No orçamento da Prefeitura, há uma previsão R$ 8,9 milhões para serem gastos com a malha cicloviária apenas neste ano. Para os próximos dois anos, fim da gestão do tucano, a pasta tem mais de R$ 30 milhões. “O objetivo é tornar a utilização da bicicleta uma alternativa segura, além de oferecer conectividade com outros modais”, comentou Covas.

Questionado sobre a possível mudança de velocidade nas vias, o secretario de Mobilidade e Transportes, João Octaviano, disse que cada via tem suas próprias características e, por isso, “não vão estabelecer um padrão”. Ele mencionou que irá definir os limites de cada via junto com as regionais, ou seja, com a sociedade em audiência pública.


Octaviano disse ainda que o novo plano prevê também a implantação de infraestrutura para que ciclistas possam guardar a bicicleta e utilizar o transporte público.

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Hierarquia


O plano prevê uma hierarquização da malha cicloviária. A rede estrutural é composta pelos eixos Norte, Sul, Leste e Oeste: marginais Pinheiros e Teitê e avenidas Bandeirantes, Tancredo Neves, Juntas Provisórias e Salim Farah Maluf. Nesta, será constituída principalmente por ciclovias (vias segregadas do leito em que circulam os carros).

Na rede regional, composta por estruturas de ligações entre comércio, serviço, transporte e lazer, irão funcionar ciclofaixas.

Por fim, na rede local, conexão regional dos bairros e as áreas de interesse local, será constituída preferencialmente por ciclorrotas.

Nova York

A elaboração do plano teve consultoria técnica das instituições Bloomberg Philanthropies (que tem acordo de cooperação com a Prefeitura) e WRI Brasil (com foco em mobilidade e sustentabilidade). No fim de julho, Covas se reuniu em Nova York com Janette Sadik-Khan, comissária de transportes da Bloomberg e ex-secretária de Transportes de Nova York. O plano da Prefeitura quer ainda seguir diretrizes utilizadas na cidade americana, com ideias de traffic calming (trânsito tranquilo) e abertura do diálogo com a comunidade.

"A malha cicloviária pode ser composta por ciclorrotas, por exemplo. Mas a Prefeitura tem de garantir que a velocidade máxima fique entre 30 km/h e 40 km/h", diz Paula Santos, gerente de mobilidade ativa do WRI Brasil. A Prefeitura não discute, porém, a redução de velocidade, mas o uso de "lombofaixas" e ampliação de calçadas.

*Com informações da Agência Estado

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