Prefeitura de SP recua e suspende projeto de ônibus sem cobrador
A informação foi veiculada no dia 11 de junho, em uma carta emitida pela empresa responsável pela circulação de coletivos em São Paulo, a SPTrans
São Paulo|Plínio Aguiar, do R7

A Prefeitura de São Paulo voltou atrás nesta terça-feira (30) e decidiu suspender a implantação de veículos sem o posto de cobrador nos novos ônibus da cidade. O assunto, agora, será debatido pela comissão criada para desenvolver o projeto de requalificação dos cobradores.
A informação foi veiculada no dia 11 de junho, em uma carta emitida pela empresa responsável pela circulação de coletivos em São Paulo, a SPTrans. O documento (carta circular DO 005/2019) informa que a partir do dia 2 de setembro desse ano os veículos do tipo Padron e Básico, a serem incluídos na operação do Sistema de Transporte Urbano de Passageiros, deverão ter "layout" interno projetado sem o posto de cobrador (banco e caixa de cobrança).
No início da tarde desta terça, porém, o órgão informou que a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes se reuniu com representantes da SPTrans e do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transportes Rodoviário Urbano de São Paulo e decidiu suspender a implantação.
A prefeitura, sob gestão de Bruno Covas (PSDB), explica que o motivo do projeto ter sido suspenso é a necessidade de debater a decisão com um grupo composto por representantes da SMT (Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes), SPtrans (São Paulo Transporte S.A.), SindMotoristas (Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo) e SPUrbanuss (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo).

No final de junho, o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo confirmou que recebeu a carta com o aviso da administração municipal de colocar em funcionamento ônibus sem o posto do cobrador.
Segundo o sindicato, reuniões seriam marcadas na tentativa de barrar a implantação. "Querem colocar os cobradores em outras funções, mas não tem condições de o motorista executar sozinho todas as funções. O cobrador também tem uma função social", disse o presidente da entidade Valmir Santana da Paz.















