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Presa, filha de PM cumpre pena de 45 anos

Cinco foram acusados por chacina; 2 estão foragidos, 2 foram condenados e 1 foi absolvido

São Paulo|André Caramante, Do R7

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Acusada pela Polícia Civi e pelo Ministério Público como pivô da discussão que motivou a chacina contra Vera Cristina Molina, 39 anos, sua filha, Thamirys Molina Keid, 19, e o namorado da garota, Rafael da Rocha e Silva, 22, a ex-policial militar Adriana Cordeiro Ferreira, 38, foi condenada a 45 anos de prisão pela chacina.

A pena de 45 anos de prisão para a ex-PM também incluiu a tentativa de homicídio contra o estudante de fisioterapia que conversava com as vítimas quando todos foram baleados.


Adriana sempre alegou inocência e que ela e seus familiares estavam dentro da casa do pai quando Vera, Thamirys e Rafael foram mortos a tiros. A ex-PM afirmou que cuidava da filha, com um ano à época do crime, e de outras duas crianças.

Na sentença condenatória da ex-PM Adriana, o juiz Alexandre Andreta dos Santos escreveu: “A consequência do crime foi a quase total dizimação da família das vítimas. Os parentes que sobreviveram somente por não estarem no local, terão que suportar, pelo resto de suas vidas, a ausência dos entes queridos que, conforme se observou na instrução [do processo] eram bem próximos”.


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Atualmente, Adriana, uma das quatro filhas do sargento da PM José Aparecido Ferreira e mulher de Walter Finati Junior, também policial militar, cumpre pena na Penitenciária Feminina de Tremembé (a 146 km de São Paulo). Na mesma prisão também está Anna Carolina Jatobá, condenada pela morte de Isabella Nardoni, 5 anos, sua enteada.

Antes de pedir para sair da Polícia Militar de SP, Adriana respondeu a 11 processos administrativos na corporação. A frase final na ficha de conduta de Adriana na PM é: “Seu comportamento é incompatível com o serviço policial militar e sua conduta demonstra-se perniciosa aos princípios basilares da hierarquia e disciplina”.


Fichas de identificação da ex-PM Adriana Ferreira, condenada a 45 anos de prisão pelas mortes de 3 vizinhos, em 2007, em São Paulo
Fichas de identificação da ex-PM Adriana Ferreira, condenada a 45 anos de prisão pelas mortes de 3 vizinhos, em 2007, em São Paulo

Outros dois réus no processo pela chacina, Marcelo da Silva Ferreira, 34 anos, e o balconista Rogério Severino Nogueira Delphino, 39, conhecido como “Siri” e amigo do sargento foragido Ferreira, foram julgados pelas três mortes no fim de agosto deste ano.

Delphino foi condenado a 49 anos de prisão pela chacina e também pela tentativa de homicídio contra o estudante de fisioterapia. Considerado executor do crime, Delphino recorre da condenação em liberdade.

Ferreira foi absolvido pelo 2º Tribunal do Júri de São Paulo. Ele foi envolvido no crime porque testemunhas passaram à Polícia Civil as letras da placa de um carro que, mais tarde, foi apontado pelos investigadores como seu. Ele era conhecido de Delphino e do sargento Ferreira, com quem já havia jogado futebol algumas vezes.

O sargento Ferreira e sua filha Isabelle seguem foragidos.

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