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Presidente da Sabesp diz que companhia "poderá ser forçada" a adotar racionamento de água

Jerson Kelman explica que é necessário chover na quantidade e nos lugares certos

São Paulo|Do R7

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Jerson Kelman escreveu artigo sobre a crise hídrica de SP
Jerson Kelman escreveu artigo sobre a crise hídrica de SP

O novo presidente da Sabesp, Jerson Kelman, admitiu que a companhia pode ser forçada a adotar racionamento de água em São Paulo. Segundo ele, caso não chova o necessário nos reservatórios que abastecem a Grande São Paulo, pode não haver outra alternativa. 

A declaração foi feita em um artigo de Kelman publicado nesta quinta-feira (22) no jornal Folha de S.Paulo. "O termo 'racionamento' é usado, em geral, quando se força a diminuição coletiva do consumo por meio de total interrupção do fornecimento por algumas horas do dia ou quando se impõem quotas individuais de consumo. não é o que a Sabesp tem feito, mas poderá ser forçada a fazê-lo, se continuar a não chover nos lugares certos e nas quantidades necessárias", diz parte do texto.


Além disso, o executivo fala que o consumo de água é "25% inferior ao que seria se não existisse a crise hídrica". Segundo ele, grande parte da mudança de comportamento "é motivada pela consciência da necessidade de enfrentar a pior crise da história, às vezes reforçada pelo desejo de aproveitar o bônus tarifário".

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Kelman explica, ainda, a importância e a necessidade de reduzir a pressão noturna do abastecimento de água em São Paulo e diz que "a Sabesp sabe que a redução de pressão pode causar transtornos à população" mas enfatiza que "essa redução, porém, é necessária para diminuir o vazamento das tubulações enterradas no solo". 

De acordo com ele, para resolver os problemas de vazamento seria necessário realizar uma substituição de todas as antigas tubulações, o que levará anos — mas, segundo ele, "a Sabesp já está empenhada na tarefa". O presidente destacou também a busca por transparência da companhia nesse período de crise declarando que a "Sabesp disponibilizaá em seu site e nas agências de atendimento ao consumidro um meio mais rápido de conhecer o horário de redução da pressao para cada local específico".

Por fim, Kelman falou da que "não é sensato brigar com fatos": "É evidente que, na crise atual, a Sabesp não tem como prestar o serviço como se a situação fosse de normalidade. Não é sensato brigar com os fatos. Se for necessário chamar isso de racionamento, que assim seja. O relevante é impedir que ações da Justiça, de proteção a supostos direitos individuais, atentem contra a segurança hídrica de todos". 

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