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Presidente do TJ critica ação de promotores: "Para administrar uma cidade é preciso ser prefeito"

Em visita à Record, José Renato Nalini falou sobre a polêmica das ciclofaixas e das sacolinhas

São Paulo|Caroline Apple, do R7

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Presidente do TJ esteve na Record e conversou com o R7 sobre temas polêmicos, como as ciclofaixas e a proibição das sacolinhas
Presidente do TJ esteve na Record e conversou com o R7 sobre temas polêmicos, como as ciclofaixas e a proibição das sacolinhas

O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, José Renato Nalini, criticou a ação de promotores, defensores e juízes que, segundo ele, têm impossibilitado as administrações municipais de cumprirem suas promessas e atenderem às metas estabelecidas, como no caso da paralisação das obras de ciclofaixas em São Paulo.

— Quem tem competência para administrar uma cidade é o prefeito eleito democraticamente. Promotores, defensores públicos e até mesmo os juízes não são substitutos do prefeito. Se quiserem administrar a cidade, devem se filiar a um partido, disputar as eleições e ganhá-las. Essa atitude é algo com que devemos nos preocupar.


Em visita à TV Record nesta terça-feira (7), Nalini se mostrou favorável às ciclofaixas, as quais chama de "tendência mundial" e, também, criticou os erros que tornaram a cidade de São Paulo e o País lugares com pessoas "egoístas" e "indelicadas".

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— O Brasil errou muito quando abandonou a malha ferroviária, que era excelente. A cidade está ficando envenenada, poluída. As pessoas quando estão ao volante se esquecem da polidez, da delicadeza e da boa educação e atropelam ciclistas e pedestres. As ciclovias são uma forma de lembrar que as cidades existem para as pessoas, e não para os automóveis.

Sacolinhas


Em relação à polêmica que envolve a proibição das sacolinhas, Nalini se mostrou a favor a ação, mas deixou claro que se trata de um ato simbólico, por causa da grande quantidade de plástico que ainda é usada em outros segmentos, como de embalagens.

— Somos a civilização do plástico. A proibição serve como advertência de que devemos viver com menos, gastar menos, consumir menos e gerar menos lixo.


Nalini lembrou do valor gasto pela gestão municipal com a coleta de lixo e afirmou que o valor poderia ser revertido a projetos que beneficiariam toda a cidade.

— Por ano, são gastos R$ 1 bilhão na coleta de lixo. Se produzíssemos menos lixo, se fossemos mais limpos, esse dinheiro poderia ser investido em creches, saneamento básico, recuperação de córregos. Por isso sou favorável ao uso módico do plástico.

Nalini participou, nesta terça-feira (7), do programa Cartão de Visita, da TV Record, ao lado dos desembargadores Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho — presidente TJRJ e Pedro Carlos Bitencourt Marcondes — presidente TJMG.

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