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Preso em DP atrapalha trabalho de investigação, diz delegado

Estado de São Paulo tem 3.672 presos em carceragens. Governo prometeu zerar número

São Paulo|Alvaro Magalhães, do R7

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O fim da manutenção de detentos em carceragens de delegacias é uma antiga reivindicação de policiais civis. Delegados e investigadores afirmam que o cuidado com a alimentação, a saúde dos detentos e com as visitas aos encarcerados toma tempo que deveria ser utilizado para investigação.

Atualmente, os distritos policiais do Estado e cadeias públicas mantêm 3.672 detidos. A promessa do governo do Estado era desativar as carceragens masculinas no ano passado. George Melão, presidente do sindicato dos delegados paulistas, defenda a ida dos presos para os centros de denteção. 


— A responsabilidade da Polícia Civil com presos deveria acabar com o término do registro do flagrante ou da prisão por mandado. Depois disso, o detido deveria ir imediatamente para um CDP (Centro de Detenção Provisória, sob responsabilidade da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária).

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Melão afirma que, além de tomar tempo dos investigadores, o abrigo de presos em DPs aumenta risco de resgate.

— Não é um local adequado. Em plantões noturnos, por exemplo, são poucos os policiais em uma delegacia. A situação é vulnerável. Caso ocorra um homicídio ou um latrocínio na área, por exemplo, o delegado tem obrigação de sair da delegacia para analisar o local do crime, deixando os detentos sob a vigilância de uma equipe muito reduzida.

No início de janeiro, três presos detidos no 3º DP de São Bernardo do Campo fugiram da delegacia após arrombarem a porta da carceragem.

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