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Preso por integrar grupo de extermínio, pai de Eloá tem pedido de liberdade negado

Justiça de Alagoas vê elementos para que Everaldo Pereira dos Santos permaneça preso

São Paulo|Do R7, com Rede Record

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Everaldo dos Santos está preso e já foi condenado por homicídio
Everaldo dos Santos está preso e já foi condenado por homicídio

O desembargador Otávio Leão Praxedes, integrante da Câmara Criminal do TJ-AL (Tribunal de Justiça de Alagoas), negou o pedido de liberdade feito por Everaldo Pereira dos Santos, pai de Eloá Cristina Pimentel, morta pelo ex-namorado em São Paulo em outubro de 2008. A decisão é passível de recurso.

Ex-cabo da Polícia Militar, Santos é acusado de homicídio qualificado e formação de quadrilha, por integrar durante os anos 90 um grupo de extermínio conhecido como Gangue Fardada, em Alagoas. Ele era considerado foragido da Justiça alagoana desde 1993.

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Segundo a decisão de Praxedes, a prisão do pai de Eloá se justifica pelo fato dele “ter permanecido foragido por mais de 15 anos, tendo sido recapturado em outro Estado” e pela “apresentação de reiterados pedidos das defesas, o que ocasiona tumulto processual”. Já a solicitação da defesa de Santos a respeito do desaforamento (mudança de cidade para o julgamento) ainda será analisada.

Lindemberg pede perdão por ter matado Eloá

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Pai de Eloá acompanha julgamento de dentro da prisão

Durante anos, Everaldo Pereira dos Santos manteve sua verdadeira identidade sob sigilo. Para a esposa e os filhos, ele se chamava Aldo José da Silva. Em São Paulo, era segurança e tinha dois empregos. No dia do sequestro da filha, em 13 de outubro de 2008, Santos voltava para casa quando soube o que estava acontecendo com a filha Eloá, que foi feita refém pelo ex-namorado, Lindemberg Fernandes Alves.

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Santos está preso desde 28 de dezembro 2009, depois de ter a sua imagem reconhecida por testemunhas e familiares das vítimas, já que ele deu entrevistas a diversos canais de televisão na época da morte da filha.

O ex-PM responde a três processos – um em Maceió e dois em Novo Lino –, pelos quais deve aguardar os julgamentos em regime fechado. Por um dos crimes, ele já foi condenado a 33 anos de prisão.

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