Prevent Senior é inocentada em inquérito policial sobre conduta durante a pandemia
Polícia investigou suposta distribuição do 'kit covid' e concluiu que não ficou caracterizada a prática de ilícitos
São Paulo|Do R7

A Polícia Civil de São Paulo concluiu que a operadora de saúde Prevent Senior e seus médicos não cometeram nenhuma irregularidade nas condutas relacionadas a pacientes durante a pandemia de Covid-19.
A investigação se deu no DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) após denúncias de que a operadora e seus médicos estariam distribuindo o "kit Covid" a pacientes, com medicamentos com ineficácia comprovada contra a doença.
A polícia avaliou que não há indícios de crimes. "Não foram encontrados elementos caracterizadores de ilícito penal praticados pelos funcionários da operadora de saúde, nem por médicos, ex-funcionários desta, denunciados por violação do dever funcional", afirmou a delegada Lisandrea Colabuono no relatório final sobre o caso.
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O advogado da Prevent Senior, Aristides Zacarelli Neto, afirma que "é o primeiro resultado de uma investigação técnica que mostra que a Prevent Senior foi alvo de uma injustiça semelhante à sofrida pela Escola Base há quase 30 anos".
Denúncias
As acusações foram tema de reportagens especialmente no início de 2021 e geraram investigações por parte da Polícia de São Paulo, do Ministério Público de São Paulo e até da CPI da Covid-19, no Senado.
O DHPP fez apurações sobre a prescrição de hidroxicloroquina, medicamento ineficaz contra a Covid-19, para pacientes com ou sem sintomas, e o possível resultado de morte. Avaliou também denúncias de retaliação aos médicos que não prescreviam os remédios que seriam determinados pela diretoria; restrição ao uso de equipamentos de proteção e obrigação de profissionais trabalharem infectados por Covid; e omissão de menção à Covid-19 no atestado de óbito.
A delegada Lisandrea Colabuono destacou que parte das denúncias diz respeito ao período inicial da pandemia, e que a empresa foi se adequando aos protocolos publicados posteriormente pelas autoridades sanitárias.
Em relação às mortes investigadas, ela avaliou que os laudos indicaram não ser possível "relacionar o resultado ao tratamento aplicado". A delegada citou ainda que as prescrições estavam amparadas em diretrizes administrativas do Ministério da Saúde e do CFM (Conselho Federal de Medicina).
O relatório conclui ainda que "criminalizar as condutas médicas seria condenar inúmeros médicos e servidores de saúde que atuaram e perderam sua vida nesse embate contra esse novo vírus até então desconhecido".














